Horror do gênero no gênero de horror : análises sobre o limiar vítima-monstro no cinema de horror estadunidense do século XXI
A presente tese tem como principal objetivo investigar a representação da mulher como vítima e como monstro no cinema de horror estadunidense da segunda década do século XXI. A partir deste objetivo, buscamos analisar personagens femininas em filmes do gênero, traçando um comparativo entre obras que...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2025 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RS |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:tede2.pucrs.br:tede/11678 |
| Acceso en línea: | https://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/11678 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Cinema de Horror Feminismo Monstruoso-feminino Limiar Emoções Horror Cinema Feminism Monstruous-feminine Threshold Emotions CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::COMUNICACAO |
| Sumario: | A presente tese tem como principal objetivo investigar a representação da mulher como vítima e como monstro no cinema de horror estadunidense da segunda década do século XXI. A partir deste objetivo, buscamos analisar personagens femininas em filmes do gênero, traçando um comparativo entre obras que possuem mulheres nas equipes técnicas principais em contrapartida às que possuem apenas homens, procurando investigar como as diferentes vivências influenciam na representação das personagens dentro da narrativa. Entendemos essa disparidade como informação essencial na análise das personagens femininas, uma vez que vivemos em uma sociedade que prioriza narrativas a partir do ponto de vista masculino, valorizando a jornada do herói enquanto são seus obstáculos que aparentam ser morfologicamente femininos. Entendendo que, especialmente nas últimas décadas, o cinema de horror é um gênero que utiliza as figuras femininas como centro de suas tramas, analisamos a condição dessas protagonistas dentro do que nomeamos de “limiar vítima-monstro”. Tal limiar é constituído como uma zona facilmente transposta pelas mulheres, que transitam entre vítima e monstro ao não conseguir se desvencilhar dos papéis impostos por uma sociedade patriarcal. Partindo do anseio de compreender o paradoxo feminino, analisamos os filmes A Primeira Profecia (The First Omen, Arkasha Stevenson, 2024) e Imaculada (Immaculate, Michael Mohan, 2024), a fim de compreender o papel da mulher em narrativas semelhantes, mas com pontos de vista distintos, sendo o primeiro dirigido e roteirizado por uma mulher, e o segundo por um homem. A análise desta tese intercala imagens dos filmes com as principais emoções associadas ao cinema de horror (medo, raiva e nojo) e qual seu papel em tela com o limiar. Este estudo compreende, por fim, o limiar como um espaço moralmente ambíguo, onde podemos encontrar a figura da bruxa – uma mulher que, em sua recusa a se conformar com definições sociais e morais sobre o que é adequado e esperado para uma mulher, é vista como monstruosa ao mesmo tempo em que é vitimada por essa sociedade patriarcal e pelo próprio Estado que impõe esses padrões estereotipados e pré-definidos. Realizamos a análise desta figura através dos filmes A Bruxa (The Witch, Robert Eggers, 2016) e The Love Witch (Anna Biller, 2016), traçando comparações das duas representações da bruxa, uma em um filme dirigido por um homem e outro por uma mulher, ambos filmes sendo também lançados no mesmo ano. A partir destas análises, foi possível compreender que o limiar vítima-monstro oferece às personagens femininas uma flexibilidade moral poucas vezes concedida a personagens não-masculinos, especialmente quando estas personagens são criadas e dirigidas por alguém que compartilha de seu ponto de vista. Enquanto as produções criadas por homens buscam uma justificativa por trás da monstruosidade feminina, as personagens criadas e dirigidas por mulheres possuem um desenvolvimento que compreende que o monstruoso pode acontecer apesar de sua vitimização de uma sociedade opressora e não somente por causa dele. |
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