Análise da dinâmica entre a arenização e silvicultura a partir do NDVI e emissividde de superfície
A arenização é um processo de degradação ambiental que afeta solos e cobertura vegetal, ocorrendo de forma natural por erosão hídrica e eólica, especialmente em regiões de clima úmido com variações sazonais intensas. No Rio Grande do Sul, esse processo atinge a região sudoeste principalmente o munic...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2025 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:www.lume.ufrgs.br:10183/296892 |
| Acceso en línea: | http://hdl.handle.net/10183/296892 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Sensoriamento remoto Degradação do solo Cobertura florestal Silvicultura Arenização Abstract Methodology Presentation |
| Sumario: | A arenização é um processo de degradação ambiental que afeta solos e cobertura vegetal, ocorrendo de forma natural por erosão hídrica e eólica, especialmente em regiões de clima úmido com variações sazonais intensas. No Rio Grande do Sul, esse processo atinge a região sudoeste principalmente o município de Alegrete, onde políticas públicas introduziram o incentivo a silvicultura, servindo como barreira física contra o avanço dos areais. Este trabalho tem como objetivo analisar a dinâmica temporal da arenização com a silvicultura, utilizando dados de sensoriamento remoto no infravermelho termal e o Índice de Vegetação por Diferença Normalizada (NDVI), a fim de identificar e quantificar a evolução de areais com e sem intervenção antrópica pela silvicultura. A metodologia incluiu a coleta de amostras de campo em três areais com diferentes níveis de interferência da silvicultura: A1 (com eucalipto em seu entorno), A2 (com eucalipto sobre parte da área do areal), e A3 (sem silvicultura). As amostras foram analisadas em laboratório para obtenção da assinatura espectral no infravermelho termal. Foram utilizadas imagens dos satélites Landsat 5 e 8, entre 1985 e 2023, processadas para calcular o NDVI e a emissividade da superfície, a fim de classificar e quantificar a área dos areais ao longo do tempo. Os resultados mostraram que a silvicultura teve impacto positivo na contenção dos areais A1 e A2 em determinados períodos. O areal A1 apresentou retração contínua desde a introdução do eucalipto entre 1995 e 2000. O A2, com entrada da silvicultura após 2008, teve retração parcial entre 2009 e 2015, voltando a crescer em 2023. O A3 apresentou expansão contínua. A análise de regressão linear entre as áreas obtidas por NDVI e emissividade calculada apresentou forte correlação (R² > 0,83), confirmando a consistência dos dois métodos. Apesar da alta correlação, observou-se limitação na aplicação dos produtos de emissividade do Landsat devido à sua resolução espacial de 100m, que prejudica a detecção de pequenas variações nos areais. Além disso, fatores como pixel mistura e variações de umidade superficial influenciam na precisão da classificação por emissividade. A análise integrada de NDVI e emissividade no infravermelho termal se demonstrou eficaz para monitorar a dinâmica da arenização e os efeitos da silvicultura. A silvicultura demonstrou potencial de conter o avanço da arenização, embora o crescimento posterior em alguns areais indique a necessidade de estudos de longo prazo para avaliar sua efetividade contínua. |
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