Caracterização polifásica e descrição de novas hospedeiras de isolados de Xanthomonas citri subsp. citri do Nordeste do Brasil
O cancro cítrico é uma das principais ameaças a cultura dos citros no Brasil. Essa doença tem como agente causal a bactéria Xanthomonas citri subsp. citri, classificada como praga quarentenária. No Nordeste, essa bactéria é pouco estudada, aumentando a preocupação devido ao seu potencial destrutivo....
| Autor: | |
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| Formato: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2022 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRPE |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:tede2:tede2/9410 |
| Acesso em linha: | http://www.tede2.ufrpe.br:8080/tede2/handle/tede2/9410 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | Citros Cancro cítrico Xanthomonas citri Variabilidade genética FITOSSANIDADE::FITOPATOLOGIA |
| Resumo: | O cancro cítrico é uma das principais ameaças a cultura dos citros no Brasil. Essa doença tem como agente causal a bactéria Xanthomonas citri subsp. citri, classificada como praga quarentenária. No Nordeste, essa bactéria é pouco estudada, aumentando a preocupação devido ao seu potencial destrutivo. Assim, os objetivos desse trabalho foram: (i) montar uma coleção de isolados de X. citri subsp. citri do Nordeste brasileiro; (ii) investigar e relatar existência do cancro cítrico no estado do Rio Grande do Norte; (iii) caracterizar a variabilidade genética de isolados de X. citri subsp. citri obtido do Nordeste brasileiro por meio de genotipagem rep-PCR; (iv) realizar a identificação molecular desses isolados por meio de análise da sequência multilocos (MLSA); (v) caracterizar os isolados utilizando testes bioquímicos por meio do sistema Biolog®;(vi) realizar a caracterização patológica utilizando diferentes cultivares de citros; (vii) determinar a sensibilidade a cúpricos de isolados de X. citri subsp. citri, investigando os genes envolvidos na resistência; (viii) testar a capacidade de plantas não pertencentes a família Rutacea servirem como hospedeiras de X. citri subsp. citri. Um total de 143 isolados foram obtidos de diferentes áreas e Estados do Nordeste brasileiro. Por meio de análises de MLSA, foi realizado o primeiro registro do cancro cítrico no estado no Rio Grande do Norte. A utilização conjunta de rep-PCR (REP, ERIC, e BOX), MLSA e Biolog confirmam que a população de isolados obtidos apresentam baixa variabilidade genética e bioquímica, sugerindo a presença de uma população geneticamente homogênea no Nordeste do Brasil. Além disso, confirmamos a ocorrência do cancro cítrico nos estados do Ceará e Piauí. Teste de patogenicidade em cultivares diferenciadoras indicam que todos os isolados em nossa coleção pertencem ao patotípo A e, aparentemente, não há subtipos de X. citri subsp citri. Isolados representativos submetidos a teste de sensibilidade in vitro apresentam comportamento similar quanto a sensibilidade a hidróxido de cobre e oxicloreto de cobre. Além disso, os genes CopA e CopB não estão presentes nesses isolados, o que indica aparentemente a inexistência de isolados resistentes a cobre. Entretanto, o gene copL foi detectado em todos os isolados testados, porém ao que parece, não confere sozinho resistência a cobre. Por fim, foi realizado o primeiro registro da infecção em Anacardium occidentale, Schinus terebinthifolia e Mangifera indica por X. citri subsp. citri, através de inoculação artificial, sugerindo que estas plantas podem servir como hospedeiras alternativas para X. citri subsp. citri. |
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