Influência da temperatura na produção de antimicrobianos e no controle da antracnose e do crestamento bacteriano do feijão por bactérias biocontroladoras

O controle biológico é uma ferramenta fundamental para minimizar os danos causados pelo uso excessivo de agrotóxicos. Entretanto, para garantir resultados consistentes é necessário que os microrganismos utilizados apresentem a maior estabilidade possível, mesmo sob condições adversas. Sabendo que a...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Fasolin, Julia Pelegrineli
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2017
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Pelotas (UFPEL)
Repositorio:Repositório Institucional da UFPel - Guaiaca
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:guaiaca.ufpel.edu.br:prefix/4660
Acceso en línea:http://guaiaca.ufpel.edu.br/handle/prefix/4660
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:CNPQ::CIENCIAS AGRARIAS::AGRONOMIA
Controle biológico
Phaseolus vulgaris
Pulverização foliar
Xanthomonas axonopodis pv. phaseoli
Colletotrichum lindemuthianum
Biological control
Leaf spraying
Descripción
Sumario:O controle biológico é uma ferramenta fundamental para minimizar os danos causados pelo uso excessivo de agrotóxicos. Entretanto, para garantir resultados consistentes é necessário que os microrganismos utilizados apresentem a maior estabilidade possível, mesmo sob condições adversas. Sabendo que a temperatura pode influenciar a sobrevivência e as atividades dos microrganismos, o objetivo deste estudo foi avaliar por meio de estudos in vitro a capacidade de produção de compostos relacionados ao biocontrole, bem como verificar o biocontrole in vivo por bactérias pré-selecionadas como biocontroladoras de doenças da cultura do feijão, sob diferentes condições de temperatura. Para tal, oito isolados bacterianos DFs93-Bacillus cereus; DFs348-Bacillus sp.; DFs769-Bacillus cereus; DFs513-Pseudomonas veronii; DFs831-P. fluorescens; DFs842-P. fluorescens; DFs843- Rhodococcus sp.; DFs912- Rhodococcus sp., foram avaliados em ensaios in vitro, avaliando o crescimento, a motilidade do tipo swarming, a capacidade de produção de enzimas hidrolíticas (quitinase, caseinase e lecitinase), de sideróforos e de amônia, sob cinco temperaturas (17, 22, 27, 32 e 37ºC), assim como a antibiose contra Colletotrichum lindemuthianum por meio de compostos voláteis ou não, sob três condições de temperatura (17, 22 e 27ºC); e in vivo, em folhas destacadas de feijão, pulverizadas preventivamente com os biocontroladores e incubadas durante 48h em diferentes temperaturas (17, 22, 27, 32 e 37ºC), para o biocontrole da antracnose e do crestamento bacteriano comum. Verificou-se que a capacidade e velocidade de produção dos compostos relacionados ao biocontrole podem ser influenciadas pela temperatura de incubação. As bactérias estudadas possuem potencial in vitro de controle de C. lindemuthianum por meio da produção de compostos antimicrobianos voláteis ou não em diferentes temperaturas. A pulverização de folhas de feijão com os isolados DFs093, DFs348, DFs513, DFs769, DFs831 e DFs842 reduziram a severidade da antracnose. Os mesmos isolados, além de DFs843 e DFs912, reduziram a severidade do crestamento bacteriano comum. Independentemente dos tratamentos, a incubação das folhas de feijão em diferentes temperaturas precedente à inoculação do patógeno interfere nos níveis de doença da antracnose e do crestamento bacteriano comum, sendo a temperatura de 37ºC a que proporcionou as maiores médias dessas variáveis para as duas doenças estudadas, entretanto, os tratamentos bacterianos mantiveram seus níveis de biocontrole em todas as temperaturas estudadas.