Acidente vascular cerebral em serviço de emergência antes e durante a pandemia (covid-19) : estudo de coorte retrospectiva

Introdução: No início dos sinais e sintomas do Acidente Vascular Cerebral (AVC), o serviço de saúde deve ser procurado com urgência. O tempo entre início de sinais e sintomas e a chegada ao hospital inferior a 4,5 horas permite ministrar terapêuticas de fase aguda, como a trombólise e, assim, melhor...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Sousa, Gabriele Peres de
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2022
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/256626
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/10183/256626
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Acidente vascular cerebral
Acidente vascular cerebral hemorrágico
AVC isquêmico
Infecções por coronavirus
Estudos de coortes
Stroke
Hemorrhagic Stroke
Ischemic Stroke
Coronavirus Infections
Cohort studies
Accidente Cerebrovascular
Accidente Cerebrovascular Hemorrágico
Accidente Cerebrovascular Isquémico
Infecciones por Coronavirus
Estudios de cohortes
Descripción
Sumario:Introdução: No início dos sinais e sintomas do Acidente Vascular Cerebral (AVC), o serviço de saúde deve ser procurado com urgência. O tempo entre início de sinais e sintomas e a chegada ao hospital inferior a 4,5 horas permite ministrar terapêuticas de fase aguda, como a trombólise e, assim, melhorar o prognóstico clínico. A superlotação das emergências é um fenômeno global, dificultando o acesso rápido ao serviço de saúde e, consequentemente, impactando desfavoravelmente a evolução clínica dos pacientes. A pandemia mundial pelo SARS-CoV2 (COVID-19) agravou esse cenário, aumentando a demanda a serviços anteriormente já sobrecarregados. Há uma crescente busca em identificar a qualidade dos atendimentos, principalmente em tempo hábil, no período de pandemia; adicionalmente, investiga-se as possíveis relações entre COVID-19 e AVC. Objetivo: Comparar o processo de atendimento e a evolução clínica de pacientes com AVC atendidos em um Serviço de Emergência antes e durante a pandemia de COVID- 19. Método: Trata-se de um estudo de coorte retrospectivo, o qual seguiu as recomendações Strengthening the Reporting of Observational Studies in Epidemiology (STROBE), aninhado a um projeto matriz intitulado “Desfechos clínicos e gestão da assistência de enfermagem do paciente adulto crítico: Estudo Multicêntrico” (CAAE: 30797320.8.0000.5327). O estudo foi desenvolvido no Serviço de Emergência de um Hospital universitário de grande porte do sul do Brasil e a coleta de dados ocorreu por meio de uma query e revisão dos registros em prontuário. As variáveis quantitativas relacionadas aos tempos durante o atendimento no serviço de emergência (tempo para a triagem, tempo para consulta médica, tempo para exame de imagem e tempo até intervenção médica) constituíram-se no desfecho principal. Os dados foram analisados utilizando-se o programa Statistical Package for the Social Sciences®, versão 20.0, e iniciou testando a distribuição (teste de normalidade de Shapiro-Wilk). A descrição das variáveis numéricas foi feita por meio de mediana e intervalo interquartil. As variáveis categóricas foram representadas por frequência absoluta e relativa. Para a comparação entre os grupos (pré pandemia e durante pandemia) foram adotados teste de Mann- Whitney e de qui-quadrado, respeitando-se os pressupostos necessários para aplicação de cada um deles. O nível de significância adotado foi de 5%. Resultados: Dentre os resultados apresentados, o tempo da entrada do paciente até o acolhimento e o tempo da entrada do paciente até a consulta médica foram maiores antes da pandemia. Por outro lado, o tempo do acolhimento até a consulta, o tempo porta-exame de imagem foram maiores durante a pandemia. Já os tempos entre a realização do exame de imagem até o laudo (p=0,156), da porta até a intervenção (p=0,882) e da porta até agulha (p=0,124) assemelharam-se entre os grupos. Conclusão: Há pequenas diferenças em alguns dos tempos intermediários que compõem o tempo total entre a chegada do paciente à emergência e a intervenção terapêutica específica para o AVC. Houve redução no tempo decorrido entre a chegada do paciente à emergência e o acolhimento, mas aumentou o tempo no qual o paciente ficou aguardando para a consulta com o médico, durante a pandemia.