Análise das postônicas não-finais em São Paulo e São Luís
Esta dissertação tem como objeto as vogais médias postônicas não-finais do Português Brasileiro, especificamente a emergência das formas altas [] e [] e das médias-baixas [] e [], estas últimas especificamente em dialetos do nordeste. Por meio do arcabouço teórico da Geometria de Traços, buscou-s...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2015 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-16062015-141121 |
| Acceso en línea: | http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8139/tde-16062015-141121/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Mid-vowels Non-final post-tonic Postônicas não-finais Proparoxítonas Proparoxytone Vogais médias |
| Sumario: | Esta dissertação tem como objeto as vogais médias postônicas não-finais do Português Brasileiro, especificamente a emergência das formas altas [] e [] e das médias-baixas [] e [], estas últimas especificamente em dialetos do nordeste. Por meio do arcabouço teórico da Geometria de Traços, buscou-se analisar os motivadores fonológicos que estão correlacionados à emergência de cada uma das formas das vogais. A principal hipótese que se buscou verificar foi se a emergência das vogais [] e [] na posição postônica não-final, classificadas na literatura como resultantes de alçamento vocálico, está condicionada a correlatos fonológicos, tendo em vista que até então não se conseguiu encontrar um padrão que pudesse formalizar uma regra. Além disso, buscou-se investigar se a emergência das formas médias-baixas [, ] na postônica não-final poderia ser formalizada por regra. Para tanto, realizou-se um experimento de leitura de palavras em duas localidades, São Paulo e São Luís. A amostra foi constituída por 40 informantes com idades entre 20 e 30 anos, 20 de cada localidade. Os dados foram transcritos após uma verificação acústica de medição de formantes e posteriormente codificados para que testes estatísticos fossem aplicados. Com base nos resultados obtidos, observou-se que (i) a emergência das formas altas se correlacionou à presença de uma vogal alta na átona final que compartilhasse o mesmo ponto de articulação que o da postônica não-final, isto é, coronal para [] e labial para []; e que (ii) a emergência das médias-baixas se correlacionou à presença da vogal dorsal, ou seja, da vogal baixa na átona final. Para a formalização de ambas as regras, faz-se necessário assumir a proposta de Wetzels (2011) a respeito da neutralização como um mecanismo de mudança do valor do traço que garante a distinção em outro contexto. Entretanto, para que se pudesse capturar o fato de, para a emergência das vogais altas, além do traço de abertura, haver também correlação com o ponto de articulação da átona final e de que a produção das médias-baixas é garantida pelo traço [aberto3], ambas as regras devem ser assimilatórias: do nó vocálico para as altas [, ] e do traço [+aberto3] para as médias-baixas [, ]. |
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