Detecção de mixosporídeos por PCR em Tempo Real e por PCR Convencional em amostras de água de pisciculturas
Mixosporídeos são cnidários cosmopolitas e endoparasitas obrigatórios, com cerca de 2.600 espécies descritas. Possuem um complexo ciclo biológico, caracterizado pela transmissão via esporos multicelulares. Podem ser encontrados em vários tecidos e órgãos de vertebrados, principalmente peixes, mas ta...
| Autor: | |
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| Tipo de documento: | dissertação |
| Estado: | Versão publicada |
| Data de publicação: | 2020 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositório: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | português |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-19052021-124646 |
| Acesso em linha: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/74/74131/tde-19052021-124646/ |
| Access Level: | Acceso aberto |
| Palavra-chave: | eDNA Diagnostic Diagnóstico Fish Myxozoa Peixes SSrDNA |
| Resumo: | Mixosporídeos são cnidários cosmopolitas e endoparasitas obrigatórios, com cerca de 2.600 espécies descritas. Possuem um complexo ciclo biológico, caracterizado pela transmissão via esporos multicelulares. Podem ser encontrados em vários tecidos e órgãos de vertebrados, principalmente peixes, mas também em anfíbios, répteis, aves e mamíferos. Esses cnidários também são encontrados em invertebrados aquáticos (oligoquetas), estes atuam como hospedeiro definitivo e os vertebrados atuam como hospedeiros intermediário. Uma variada gama de espécies de mixosporídeos são importantes patógenos de peixes, e apresentam grande impacto econômico na aquicultura e na pesca extrativista, no mundo inteiro. No Brasil são descritas aproximadamente 140 espécies de mixosporídeos e algumas dessas em peixes nativos e de sistemas de criação têm se mostrado patogênicas ou com grande potencial para causar danos em seus hospedeiros, ocasionando impactos e prejuízos econômicos tanto na pesca quanto na aquicultura. Os métodos tradicionais de detecção desses parasitas em peixes e oligoquetas necessitam da captura dos hospedeiros, para a obtenção de cistos ou esporos e normalmente estes métodos demandam muito trabalho envolvendo uma série de etapas, e a necessidade de vários equipamentos. Ainda quando não há a presença visível de infecções ou altas taxas de mortalidades de peixes, a detecção dos parasitas pode ser dificultada. Este estudo teve como objetivo otimizar métodos para detectar a presença de DNA de mixosporídeos através da análise do SSrDNA em amostras ambientais através das técnicas de PCR Convencional (cPCR) e PCR em Tempo Real (qPCR), oferecendo métodos simples de detecção precoce, e que podem avaliar e quantificar a presença de mixosporídeos na água de pisciculturas. Foram coletadas 48 amostras de água de duas pisciculturas do interior do estado de São Paulo. As amostras contendo cada um 1 litro de água foram armazenadas em gelo e conduzidas para o laboratório. Posteriormente, as amostras foram processadas seguindo as etapas: filtração à vácuo em membrana de nitrato de celulose; extração de DNA de esporos reditos na membrana; Reação de cPCR e qPCR com primers descritos na literatura, e primers construídos para esse estudo. A metodologia utilizada para a filtração e extração de DNA mostraram-se eficientes para a obtenção de DNA de esporos de mixosporídeos presentes na água e as concentrações de DNA variaram entre 1,6 ng a 53,2 ng. A cPCR foi capaz de detectar até 0,1 x 10-3 ng de DNA e identificar 24 amostras positivas (50%). A qPCR detectou concentrações de até 0,1 x 10-4 ng de DNA de mixosporideos e 40 amostras coletadas (83%) foram positivas. Os resultados desse trabalho, mostraram que a qPCR é mais sensível que a cPCR sendo capaz de detectar a presença do SSrDNA de mixosporídeos em um número maior de amostras. |
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