Sobrevivência in vitro de sêmen criopreservado equino e de ruminantes após indução à capacitação espermática e da reação acrossômica para aplicação na produção in vitro de embriões

O objetivo deste estudo foi determinar a eficiência de um protocolo de indução de capacitação espermática e de reação acrossômica in vitro em sêmen criopreservado de espécies mamíferas domésticas para uso na fecundação in vitro (FIV), utilizando a espécie bovina como modelo e controle. No Experiment...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Sanguinet, Eduardo de Oliveira
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2020
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/212524
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/10183/212524
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Capacitação espermática
Reação acrossômica
Fertilização in vitro
Viabilidade espermática
Criopreservação
Mamíferos
In vitro fertilization
Sperm capacitation
Acrosome reaction
Mammals
Descripción
Sumario:O objetivo deste estudo foi determinar a eficiência de um protocolo de indução de capacitação espermática e de reação acrossômica in vitro em sêmen criopreservado de espécies mamíferas domésticas para uso na fecundação in vitro (FIV), utilizando a espécie bovina como modelo e controle. No Experimento I, comparou-se o efeito de diferentes concentrações de heparina (5, 10 e 15 UI/mL) na indução da capacitação espermática (CE) in vitro do sêmen criopreservado das espécies bovina, bubalina, ovina, caprina e equina. Também se avaliou a resposta do sêmen bovino capacitado in vitro ao cálcio ionóforo (A23187) para a indução da reação acrossômica (RA) in vitro e, por fim, este foi utilizado para a FIV de oócitos bovinos sem zona pelúcida (ZP) para avaliar as taxas de fecundação monospérmica e polispérmica. No Experimento II, avaliou-se a resposta do sêmen equino criopreservado frente a concentrações maiores de heparina (50 e 100 UI/mL) e de cálcio ionóforo (A23187) para a indução da CE e da RA in vitro. A sobrevivência dos espermatozoides após o descongelamento, durante e após a incubação, a CE e a RA, foram avaliadas pelas colorações com azul de tripano-Giemsa, e com clortetraciclina (CTC), respectivamente. No Experimento I, a espécie bovina apresentou baixa mortalidade espermática após incubação (7 a 16%) e foi responsiva ao tratamento com heparina (59 a 84%), havendo diferença nas respostas dos touros frente à heparina (p<0,05), conforme esperado. As espécies bubalina, equina e ovina não responderam aos tratamentos com heparina (<20%) e apresentaram elevada mortalidade após a incubação com heparina (18 a 77%), havendo uma correlação negativa entra as taxas de mortalidade e a proporção de espermatozoides capacitados (p<0,05; r= -0,70). Já o sêmen caprino apresentou menor mortalidade (19 a 42%) e resposta moderada à heparina (14 a 31%). A FIV de oócitos bovinos sem ZP com espermatozoides bovinos após CE e RA in vitro resultou em maiores taxas de fecundação monospérmica (40%) e menores de polispermia (2%) em comparação à FIV convencional, com oócitos com ZP (24% e 18%, respectivamente; p<0,05). No Experimento II, dois de cinco garanhões mostraram ser mais sensíveis à heparina (10 a 30%) e ao cálcio ionóforo (A23187) para a indução da RA in vitro (52 a 67%), mas com elevadas taxas de mortalidade após a incubação (49 a 74%). Contudo, o protocolo aplicado no presente trabalho resultou na indução da capacitação espermática e reação acrossômica in vitro do sêmen equino criopreservado.