Perfil biopsicossocial de indivíduos com dor cervical crônica

Acredita-se que aspectos psicossociais têm papel importante na dor cervical crônica inespecífica. Segundo o modelo de “medo e evitação” de Vlaeyen e Linton, quando a dor é interpretada como ameaça, o indivíduo pode desenvolver pensamentos catastróficos relacionados à dor, e estes podem gerar um comp...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Souza, Ana Flávia de
Formato: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2017
País:Brasil
Recursos:Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)
Repositorio:Repositório Institucional da Udesc
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.udesc.br:UDESC/23569
Acesso em linha:https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/23569
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Cervicalgia
dor crônica
modelo biopsicossocial
catastrofização
Descrição
Resumo:Acredita-se que aspectos psicossociais têm papel importante na dor cervical crônica inespecífica. Segundo o modelo de “medo e evitação” de Vlaeyen e Linton, quando a dor é interpretada como ameaça, o indivíduo pode desenvolver pensamentos catastróficos relacionados à dor, e estes podem gerar um comportamento de esquiva, desuso, depressão e incapacidade, refletindo negativamente na qualidade de vida destes indivíduos. O objetivo do presente estudo foi traçar o perfil de indivíduos com dor cervical crônica, caracterizando-os quanto aos seus aspectos biopsicossociais. Trata-se de um estudo transversal descritivo, o qual envolveu 20 indivíduos, predominantemente do sexo feminino (80%), com idade média de 41,85±11,73 anos, com dor cervical por no mínimo 6 meses, que foram avaliados quanto à intensidade da dor (Numeric Pain Rating Scale – NPRS), incapacidade (Neck Disability Index - NDI), cinesiofobia (Tampa Scale for Kinesiophobia - TSK), crenças de medo e evitação de atividades físicas e laborais (Fear Avoidance Beliefs Questionnaire – FABQ-Brazil) e qualidade de vida (12-Item Short-Form Health Survey Version 2 – SF-12v2). Foi encontrada média de 5,80±6,00 na NPRS, 18,85±6,02 no NDI, 43,10±9,31 na TSK, 34,70±16,05 na pontuação total do FABQ-Brazil, 14,30±6,31 na subescala atividade física e 20,40±12,34 na subscala trabalho, 40,58±9,18 no componente físico do SF-12v2 e 43,47±12,29 no mental. Sendo assim, os indivíduos com dor cervical crônica apresentaram perfil de intensidade da dor moderada a severa, incapacidade moderada, alto grau de cinesiofobia, fortes indicadores para crenças de medo e evitação de atividades físicas e laborais e baixa qualidade de saúde física e mental.