O papel de fatores sócio-ecológicos sobre a biomassa de peixes muda ao longo dos ecossistemas recifais rasos e mesofóticos
Ambientes recifais tropicais abrigam umas das maiores biodiversidade do planeta. Uma das características principais desses ambientes é a presença conspícua dos peixes. Esses são fundamentais para o funcionamento dos recifes e desempenham diversos serviços ecossistêmicos. Tais serviços podem variar e...
| Autor: | |
|---|---|
| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2025 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-12082025-164717 |
| Acceso en línea: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41133/tde-12082025-164717/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Conservação Conservation Mesophotic reefs Peixes recifais Recifes mesfóticos Reef fish |
| Sumario: | Ambientes recifais tropicais abrigam umas das maiores biodiversidade do planeta. Uma das características principais desses ambientes é a presença conspícua dos peixes. Esses são fundamentais para o funcionamento dos recifes e desempenham diversos serviços ecossistêmicos. Tais serviços podem variar entre os recifes devido ao papel que fatores ecológicos exercem sobre a distribuição espacial dos peixes recifais. Dentre esses fatores, a profundidade é um dos mais importantes, que juntamente com variações na temperatura e disponibilidade de luz, promovem mudanças substanciais na composição das assembleias. Assim, os recifes podem ser divididos em rasos (0 30 metros), mesofóticos superiores (30 60 metros) e mesofóticos inferiores (60 150 metros). Embora apresentem alto grau de dissimilaridade faunística, raso e fundo são similarmente afetados por distúrbios ambientais antrópicos, como poluição e pesca. Uma ferramenta importante para mitigação dessas problemáticas são as áreas marinhas protegidas (AMPs), que concentram maior biodiversidade e biomassa de peixes e aumentam a resiliência dos recifes. Porém, as AMPs e as medidas de conservação são majoritariamente direcionadas aos recifais rasos. Isso, associado ao fato de serem historicamente menos estudados em termos ecológicos, faz com que os recifes mesofóticos apresentem alta vulnerabilidade. Por isso, esse estudo se propôs a quantificar a cobertura de AMPs ao longo do gradiente batimétrico e avaliar o papel de variáveis sócio-ecológicas na biomassa de peixes recifais de assembleias rasas e mesofóticas em uma escala global. Encontramos que os ecossistemas recifais mesofóticos são substancialmente menos protegidos do que os rasos, com MPAs altamente protegidas cobrindo em média 18% menos área do mesofótico superior (30 a 60 metros de profundidade) e 52% menos área do mesofótico inferior (60 a 150 metros). Como esperado, maior complexidade estrutural foi associada ao aumento da biomassa em todo o gradiente de profundidade, com um efeito mais pronunciado em recifes rasos. Dada a eficácia limitada das MPAs parcialmente protegidas, o efeito positivo da proteção sobre a biomassa de peixes foi detectado apenas no mesofóticos inferior. Constatamos uma atenuação do impacto negativo da pressão humana com o aumento da profundidade, provavelmente devido à menor acessibilidade e esforço de pesca em recifes mais profundos em comparação com os rasos. Embora isso ofereça esperança para a conservação dos recifes de coral, se o declínio na cobertura de proteção ao longo do gradiente batimétrico não for revertido, as oportunidades de conservar essa biodiversidade única poderão ser perdidas. |
|---|