Sobre a importância da deliberação e da escolha na ética a Nicômaco
A finalidade do texto é explicar a importância da escolha deliberada e da deliberação para a Ética a Nicômaco de Aristóteles. Discutiremos o método usado na EN, a definição de bem supremo, a consequente necessidade da modificação das divisões da alma humana e de suas respectivas funções, a definição...
| Autor: | |
|---|---|
| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2013 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Estadual Paulista (UNESP) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UNESP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.unesp.br:11449/93163 |
| Acceso en línea: | http://hdl.handle.net/11449/93163 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Aristóteles Virtude Ética Metafisica Filosofia antiga |
| Sumario: | A finalidade do texto é explicar a importância da escolha deliberada e da deliberação para a Ética a Nicômaco de Aristóteles. Discutiremos o método usado na EN, a definição de bem supremo, a consequente necessidade da modificação das divisões da alma humana e de suas respectivas funções, a definição de virtude para, por fim, comprovarmos a tal importância. Ao final teremos que a felicidade, que é o bem do homem, reside na virtude da sua função própria. Tal função própria seria a atividade do princípio racional, e a felicidade, na virtude de tal atividade. Assim, a vida feliz seria ou a vida virtuosa ou a vida contemplativa. Restringiremos esta dissertação à análise da vida virtuosa. A vida virtuosa diz respeito às ações. Como Aristóteles não é alheio ao papel dos desejos, prazeres e dores nas ações humanas, estes deveriam, de algum modo, participar da razão. Por isto, o Estagirita propõe um novo modelo de divisão da alma humana de um modo que a parte irracional da alma responsável por eles seja capaz de ouvir a razão. Mas não a razão teórica, que parte de princípios universais e imutáveis e que não daria conta da grande variedade de circunstâncias que envolvem a ação humana, mas sim a razão prática. Esta última será responsável pela deliberação. A deliberação, que Aristóteles restringe ao “como e através de que” podemos atingir um fim posto pelo desejo em grande parte controla e decide a escolha deliberada e a posterior ação. Controla, pois, se a deliberação chegar a um ponto em que o agente moral não encontrar saída, ou a única saída é moralmente reprovável, ele cessa a deliberação, e o fim é vetado. A felicidade não pode ser deliberada, apenas desejada, mas ela só será atingida pelo agente virtuoso que possui a virtude moral e intelectual, voltadas ao justo meio em relação a nós. A virtude moral seria a excelência da disposição... |
|---|