Discursos curriculares de geografia em análise

Esta pesquisa se vale de dois documentos oficiais referentes ao ensino de Geografia, um estadual e outro federal, respectivamente, a Proposta Curricular para o Ensino de Geografia - 1° Grau e os Parâmetros Curriculares Nacionais: Geografia (Terceiro e Quarto Ciclos do Ensino Fundamental), aqui desig...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Carvalho, Thamiris Slanzon de [UNESP]
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2018
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unesp.br:11449/153214
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/11449/153214
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Currículos
Discursos
Geografia
PCN
Proposta da CENP
Curriculums
Discourses
Geography
CENP’s proposal
Descripción
Sumario:Esta pesquisa se vale de dois documentos oficiais referentes ao ensino de Geografia, um estadual e outro federal, respectivamente, a Proposta Curricular para o Ensino de Geografia - 1° Grau e os Parâmetros Curriculares Nacionais: Geografia (Terceiro e Quarto Ciclos do Ensino Fundamental), aqui designados Proposta da CENP e PCN. Valendo-se do aporte teórico pós-estruturalista, este estudo teve como objetivo analisar os discursos curriculares de Geografia hegemonizados na Proposta da CENP e nos PCN. Para tanto, e reconhecendo que tais documentos se mostram sobremaneira díspares, investigou-se o contexto histórico-social em que foram produzidos, os atores sociais participantes e a perspectiva teórico-metodológica da ciência geográfica utilizada, sendo estas as categorias analíticas empregadas. O estudo na Proposta da CENP e nos PCN justifica-se por se tratarem de documentos pouco pesquisados na atualidade, assim, retomar o debate e colocá-los em evidência é reconhecer sua importância histórica e social. A Proposta da CENP e os PCN são tratados como currículos, os quais, por sua vez, são compreendidos como discursos. Ancorando-se no pós-estruturalismo, currículo é discurso hegemonizado, temporariamente, sendo passível de transformação e ressignificação, visto que é constituído pela linguagem, e esta retrata a realidade, sendo dinâmica e não linear. Desse modo, o discurso é sempre provisório e inacabado, por isso é inconcebível pensar a Proposta da CENP e os PCN desvinculados do momento histórico em que foram elaborados. Eles são o discurso hegemonizado em um dado período. A Proposta da CENP hegemonizou o materialismo histórico e a dialética, ao passo que os PCN fixaram uma pluralidade teórico-metodológica. Em suma, não se pode elencar qual desses currículos é mais verdadeiro ou representador da realidade. Ambos representaram a realidade em que estavam inseridos, pois os significados nunca são fixos, mas constantemente construídos. Em vista disso, não é possível julgar qual foi o mais importante, tampouco considerar apenas um dos currículos como detentor de saberes universais absolutos.