Um estudo comparativo de neurodegeneração em dois modelos experimentais de Status Epilepticus: ácido caínico e pilocarpina
A epilepsia do lobo temporal (ELT), uma das formas mais comuns de epilepsia, afeta 1% da população mundial. Aproximadamente 30% desses pacientes têm a característica de serem refratários, sem remissão, mesmo com tratamentos. A ELT é caracterizada por hiperexcitabilidade e hipersincronia neuronal crô...
| Autor: | |
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| Formato: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2021 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-09092021-093822 |
| Acesso em linha: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17134/tde-09092021-093822/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | Ácido caínico Epilepsia Epilepsy Kainic acid and pilocarpine Neurodegeneração Neurodegeneration Pilocarpina Status epilepticus |
| Resumo: | A epilepsia do lobo temporal (ELT), uma das formas mais comuns de epilepsia, afeta 1% da população mundial. Aproximadamente 30% desses pacientes têm a característica de serem refratários, sem remissão, mesmo com tratamentos. A ELT é caracterizada por hiperexcitabilidade e hipersincronia neuronal crônica, principalmente por crises espontâneas iniciadas no lobo temporal mesial, em particular no hipocampo, as quais podem ser secundariamente generalizadas. A administração sistêmica de ácido caínico (AC) e pilocarpina (PILO) tem sido amplamente utilizada para estudar Status Epilepticus (SE), evento grave que constitui o chamado insulto inicial, e que pode levar a manifestações como as da ELT. Após o insulto inicial segue o período de latência, quando ocorre o processo de epileptogênese e crises recorrentes espontâneas (CRE). Embora ambos os modelos possam exibir neurodegeneração, os mecanismos responsáveis por esse evento podem diferir em sua patologia. Métodos: Foram utilizados ratos Wistar adultos machos (250-280 g), procedentes do Biotério principal do Campus de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, os quais receberam injeção intraperitoneal única de PILO (320 mg/kg) ou KA (9 mg/ g). Metil-escopolamina foi injetada 30 min (1 mg/kg, i.p) antes da injeção de PILO para minimizar os efeitos periféricos colinérgicos. Os animais foram tratados com Diazepam (10 mg/kg, i.p) 90 min após o início do SE. Em seguida, 24, 48 ou 72 h após o final do SE, os animais foram perfundidos com PBS 0,1 M gelado e solução de paraformaldeído a 4% em PBS. Os cérebros foram removidos, congelados e cortados (30μm) em criostato. A degeneração neuronal foi detectada com a técnica amino cupro argêntica. As imagens foram adquiridas com microscópio Olympus BX-61. O número de células impregnadas de prata (Ag+) no hipocampo foi quantificado pelo software ImageJ. Protocolos aprovados pela CEUA (protocolo nº 028/2010) Resultados: A estimativa da densidade celular mostra que em PILO-SE o número de células Ag + em CA1 é semelhante a CA-SE (PILO = 48,7 ± 32,7; CA = 36,9 ± 5,3). Em CA2 de PILO-SE há mais células Ag+ do que CA-SE (PILO = 6,9 ± 0,7; CA = 0,9 ± 0,9). Resultados semelhantes foram encontrados para CA3 (PILO = 32,4 ± 5,2; CA = 10,3 ± 0,6) e GD (PILO = 61,5 ± 38,3; CA = 8,6 ± 2,8). Após 48 (PILO = 53,6 ± 0; CA = 20,4 ± 4,5) e 72 h (PILO = 54 ± 0; CA = 20,4 ± 6,2), PILO-SE mostra mais células em CA1 Ag + do que KA-SE. No entanto, às 48 h CA2, CA3 e GD mostram densidade semelhante ao tempo de 72 h para células Ag+, quando comparados os dois tipos de SE (dados não mostrados). Curiosamente, exceto para CA1, todas as regiões do hipocampo de animais PILO-SE, apresentam uma diminuição na densidade de células Ag+ ao longo dos períodos, especialmente em GD. No caso de CA1, densidades celulares semelhantes foram observadas ao longo dos períodos. Já em CA-SE, observamos densidade semelhante de células Ag+ em todas as regiões ao longo dos períodos, enquanto em CA1, a densidade de células Ag+ caiu de 24 para 48 h e permaneceu a mesma em 72 h, entretanto nenhum dos resultados apresentados possui valores estatísticos de p ≤ 0,05. Embora ambos os modelos possam exibir neurodegeneração, os mecanismos responsáveis por esse evento podem diferir em sua patologia. No cérebro de rato, o hipocampo se mostra particularmente susceptível à geração de crises induzidas por AK ou PILO e foi escolhido como o foco de nossa análise das mudanças temporais associadas à gênese das CRE. Conclusão: Embora o presente estudo teve como objetivo observar a neurodegeneração causada por PILO-SE e CA-SE às 24 h, 48 h e 72 h sobretudo no lobo temporal, não foram apenas áreas hipocampais que apresentaram neurodegeneração, mas sim uma extensa parte do encéfalo, o que traz o questionamento de se estes modelos de SE devem ser considerados seletivos de ELT. Propomos então uma revisão crítica da literatura para confirmar esta hipótese. |
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