A revolução francesa de Ernest Hemingway
Essa tese reconta e reinterpreta, do ponto de vista histórico e literário, o período inicial (1922-1925) em que Ernest Hemingway morou em Paris e como ele amoldou sua formação e cunhou um estilo revolucionário de escrever prosa. A base de sustentação da tese é a análise da recém-publicada correspond...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2017 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RS |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:tede2.pucrs.br:tede/7782 |
| Acceso en línea: | http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/7782 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Formação de Escritores Literatura Estadunidense Ernest Hemingway Modernismo Paris LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LETRAS |
| Sumario: | Essa tese reconta e reinterpreta, do ponto de vista histórico e literário, o período inicial (1922-1925) em que Ernest Hemingway morou em Paris e como ele amoldou sua formação e cunhou um estilo revolucionário de escrever prosa. A base de sustentação da tese é a análise da recém-publicada correspondência reunida do autor: o primeiro volume (2011), que abrange os anos de 1907-1922, e o segundo (2013), referente ao triênio 1923-1925. A questão norteadora enfoca os mecanismos que possibilitaram a Ernest Hemingway sedimentar-se como artista e promover uma revolução na literatura. Além disso, buscou-se verificar nas cartas se Hemingway foi o homem brutal cuja imagem fazia questão de cultivar em público. A tese está estruturada em três partes. Em “O período pré-revolucionário”, faz-se uma radiografia da Paris modernista, época em que a capital francesa atraía uma gama internacional de artistas, que conviviam num regime de influência mútua. Os pilares teóricos dessa parte são os estudos de Malcolm Bradbury sobre o modernismo e as ideias de Antonio Candido sobre como um meio social estimulante ajuda na criação literária. A segunda parte, intitulada “A revolução”, corresponde ao cerne da tese. Examina-se, de forma minuciosa, o sistema de relação e intercâmbio literário vivenciado por Hemingway, tomando como base sua correspondência. A terceira parte, “O período pós-revolucionário”, aborda o livro póstumo Paris é uma festa, evidenciando a conturbada produção do texto e seu caráter de “memórias ficcionais”. Compara-se a versão lançada em 1964 com a restored edition (2009), que traz sete capítulos inéditos. Nas Considerações Finais, ratifica-se que Paris, pela ambientação cultural e literária, representou um ponto de inflexão para Hemingway e também se atesta que o escritor foi um ser humano muito mais complexo do que fazia supor sua imagem pública. |
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