O processo formal do primeiro movimento da Sinfonia n.3 de Mahler

Este trabalho tem como objetivo e se justifica por analisar o primeiro movimento da Sinfonia n. 3, de Mahler (1860-1911) sob a ótica da vertente teórica que considera a forma como processo, no tempo. Composta em 1895, esta peça apresenta uma combinação de processos harmônicos dilatados pelo uso do c...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Penteado, Ronaldo Alves
Formato: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2014
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-24112014-113759
Acesso em linha:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27158/tde-24112014-113759/
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:3rd Symphony
Análise musical
First movement
Form as process
Forma como processo
Gustav Mahler
Musical analysis
Primeiro movimento
Sinfonia n. 3.
Descrição
Resumo:Este trabalho tem como objetivo e se justifica por analisar o primeiro movimento da Sinfonia n. 3, de Mahler (1860-1911) sob a ótica da vertente teórica que considera a forma como processo, no tempo. Composta em 1895, esta peça apresenta uma combinação de processos harmônicos dilatados pelo uso do cromatismo, entradas sucessivas de elementos temáticos, passagens direcionadas por eventos com flutuações na densidade, textura, timbre e rítmica, o que resultou em certa dissolução nas fronteiras formais tradicionais. Para atingir tal meta, tem por base os conceitos de forma como processo segundo Schmalfeldt (2011); música como processo por Hasty (1997); e breves considerações acerca de filosofia do processo e devir, de acordo com Seibt (2013). De maneira complementar às nossas discussões acerca de forma como processo, o \"modelo\" de Forma Sonata se fundamenta em Hepokosky e Darcy (2006) e as funções formais da sentença, em Caplin (1998). Os gráficos de vozes condutoras schenkerianas são apresentados segundo Forte e Gilbert (1992), e Neumeyer e Tepping (1992); os cinco componentes da tonalidade, de acordo com Tymoczko (2011); aspectos de textura, rítmica e dinâmica têm por base as considerações apresentadas por Berry (1987), Erickson (1975), Kostka (2012) e Schoenberg (2008 [1967]); aspectos de cunho histórico se baseiam principalmente em Fischer (2011) e Liberman (2010). Na conclusão buscamos a inter-relação das questões históricas e as da análise musical, resgatando os principais aspectos de nossa análise processualmente baseada sob a luz de uma reflexão sobre as questões revelados.