Moquiniastrum glabrum Roque, Neves & A. Teles (Asteraceae): metabólitos secundários e atividades antirradicalar e citotóxica

Moquiniastrum glabrum Roque, Neves & A. Teles é uma espécie endêmica do Cerrado brasileiro cuja composição fitoquímica e potencial bioativo permaneciam inexplorados. Neste trabalho foi caracterizado o perfil de metabólitos secundários das folhas e galhos da espécie por meio de extrações em hexan...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Reis, Flávia Gabriele Silveira dos
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2025
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-04112025-181710
Acceso en línea:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41132/tde-04112025-181710/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Ácidos clorogênicos
Antioxidant activity
Atividade antirradicalar
Chlorogenic acids
Compositae
Flavonoides
Flavonoids
Moquiniastrum
Descripción
Sumario:Moquiniastrum glabrum Roque, Neves & A. Teles é uma espécie endêmica do Cerrado brasileiro cuja composição fitoquímica e potencial bioativo permaneciam inexplorados. Neste trabalho foi caracterizado o perfil de metabólitos secundários das folhas e galhos da espécie por meio de extrações em hexano e metanol seguidas de partição em solventes de polaridade crescente (hexano, diclorometano, acetato de etila, n-butanol). Na fração lipofílica foram identificados 23 compostos por CG-EM: três n-alcanos (n-tricosano, n-pentacosano, n-heptacosano), três álcoois primários de cadeia longa (n tetracosanol, n-hexacosanol, n-octacosanol), oito ácidos graxos (ácido hexadecanoico, ácido 9,12-octadecadienoico, ácido oleico, ácido octadecanoico (esteárico), ácido tetracosanoico, ácido pentacosanoico, ácido hexacosanoico, ácido octacosanoico), dois esteróis (estigmasterol, -sitosterol), cinco triterpenos (-amirina, lupenona, lupeol, acetato de lupeíla, lup-20(29)-en-3,28-diol), e duas lignanas (siringaresinol e pinoresinol). Já nas frações polares (analisadas por CLAE-UV-DAD, co-injeção de padrões e dados de RMN) foram identificados: doze derivados do ácido cinâmico [os ácidos cafeico, 4-cafeoil-quinico (4-CQA ), 5-cafeoil-quinico (5-CQA ), 3,4-dicafeoil-quinico (3,4-diCQA ), 3,5-dicafeoil-quinico (3,5-diCQA ), 4,5-di-cafeoil-quinico (4,5- diCQA ), e os ésteres metílicos dos ácidos cafeico, 4-CQA , 5-CQA, 3,4-diCQA, 3,5-diCQA, e 3,4,5-triCQA], quatro derivados C6-C1 (o glicosídeo do p-hidroxibenzaldeído, metil-parabeno, siringato de metila e ácido protocatecuico), e seis flavonoides [rutina, hiperina (quercetina-3-O-galactosídeo), isoquercetrina (quercetina-3-O-glicosídeo), 3-metoxihelicrisosídeo, 3,3-dimetoxiquercetina e 3,3-dimetoxiquercetina-7-O-glicosídeo]. A atividade antirradicalar, mensurada através do ensaio de DPPH, foi maior na fase em acetato de etila das folhas com valores percentuais de Trolox e rutina de 75,36% e 116,21%, respectivamente, e CI de 10,10 mg.L-1. Nos ensaios citotóxicos contra as linhagens celulares tumorais HCT-116 (cólon) e SK-MEL-147 (melanoma), as frações em diclorometano (folhas e galhos) reduziram a viabilidade celular para menos de 20%, evidenciando potencial antiproliferativo.