Mente, ideia e linguagem: o imaterialismo de Berkeley no Tratado sobre os princípios do conhecimento humano

No seu Tratado sobre os Princípios do Conhecimento Humano, publicado em 1710, George Berkeley realiza uma filosofia da mente, da ideia e da linguagem, através do ponto de vista da imaterialidade da realidade percebida pelo homem, explicada por uma teoria do conhecimento com base na totalidade percep...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Socio, Luama
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2015
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-15032016-153812
Acceso en línea:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8133/tde-15032016-153812/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Berkeley
Espírito
Idea
Ideia
Language
Linguagem
Mente
Mind
Spirit
Descripción
Sumario:No seu Tratado sobre os Princípios do Conhecimento Humano, publicado em 1710, George Berkeley realiza uma filosofia da mente, da ideia e da linguagem, através do ponto de vista da imaterialidade da realidade percebida pelo homem, explicada por uma teoria do conhecimento com base na totalidade perceptiva compreendida pela mente, ou espírito, ou percipiente. Historicamente, a questão da inexistência da matéria como um ser exterior à mente, inerte, independente do percipiente, interpretada dentro de um contexto filosófico rigidamente empirista, é o cerne da contenda que Berkeley propõe à filosofia de Locke. Porém, ultrapassando os limites de seu século, o ponto de vista de Berkeley doravante não poderá ser ignorado em qualquer debate concernente à teoria do conhecimento posterior à sua época, articulando-se com traços de importantes correntes filosóficas, tais como o idealismo em Kant e a filosofia da linguagem em Wittgenstein. E por conter em seu núcleo a problematização da falha intrínseca ao dualismo do pensamento, a filosofia de Berkeley ainda é capaz de alimentar e iluminar a natureza do artifício dessa falha, cujo apagamento é denunciado por Habermas no final do século XX, mas cujo ponto de partida parece ter sido estabelecido pela remota herança de Anaxágoras, a qual implica a reiteração da radicalidade existencial no espírito, ponto central da filosofia de Berkeley.