Avaliação da presença de vaginose bacteriana em pacientes usuárias do Sistema Intrauterino de Levonorgestrel

Objetivo: Identificar a prevalência de vaginose bacteriana (VB) e avaliar longitudinalmente a microbiota vaginal das mulheres, utilizando os critérios de Nugent ou a análise do conteúdo vaginal por exame a fresco, antes e após a inserção do dispositivo uterino liberador de levonorgestrel 52mg (DIU-L...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Oliveira, Juliana Santiago [UNESP]
Formato: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Recursos:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unesp.br:11449/296159
Acesso em linha:https://hdl.handle.net/11449/296159
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Descarga vaginal
Vaginose bacteriana
Dispositivos intrauterinos
Levonorgestrel
Bacterial vaginosis
Intrauterine device
Vaginal discharge
Descrição
Resumo:Objetivo: Identificar a prevalência de vaginose bacteriana (VB) e avaliar longitudinalmente a microbiota vaginal das mulheres, utilizando os critérios de Nugent ou a análise do conteúdo vaginal por exame a fresco, antes e após a inserção do dispositivo uterino liberador de levonorgestrel 52mg (DIU-LNG). Método: O estudo foi realizado de forma transversal com 341 mulheres assintomáticas candidatas a inserção do DIU-LNG e incluiu uma coorte histórica, com a análise das variáveis relacionadas à microbiota vaginal de 178 pacientes antes da inserção e, posteriormente, após 6 meses da inserção do dispositivo. A microbiota vaginal foi avaliada pelo exame microscópico à fresco do conteúdo vaginal ou corado pelo método de Gram. Resultados: A média de idade das mulheres foi de 33 anos, com mediana de 2 gestações e 2 partos. A prevalência de vaginose bacteriana previamente à inserção do DIU-LNG foi de 12,4%, enquanto a incidência de VB após a inserção do dispositivo de 19,1%. Mulheres com diagnóstico prévio de VB apresentaram uma incidência de 40% após a inserção, comparadas a 16% no grupo com microbiota vaginal normal antes do procedimento. Fatores como obesidade, maior paridade, menor escolaridade foram associados a aumento da incidência de VB. Conclusões: Há uma menor prevalência de VB antes da inserção e uma maior incidência da doença após a inserção do DIU-LNG, nesta amostra, quando comparado com os dados disponíveis na literatura. Mulheres com diagnóstico prévio de VB apresentaram um risco relativo 2,5 vezes maior de recorrência da doença após o uso do DIU-LNG.