Em busca de abrigo: o exílio em Terra estrangeira, de Walter Salles e Daniela Thomas
Walter Salles definiu errância, exílio e movimento como as perguntas-chave da sua obra cinemtográfica. Neste texto, centrar-me-ei no filme Terra estrangeira (Brasil/Portugal 1995), co-realizado por Daniela Thomas, para analisar o conceito de exílio como forma de deslocamento relacionado com o espaço...
| Autor: | |
|---|---|
| Tipo de documento: | artigo |
| Estado: | Versão publicada |
| Data de publicação: | 2012 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) |
| Repositório: | Navegações (Online) |
| Idioma: | português |
| OAI Identifier: | oai:ojs.revistaseletronicas.pucrs.br:article/11078 |
| Acesso em linha: | https://revistaseletronicas.pucrs.br/navegacoes/article/view/11078 |
| Access Level: | Acceso aberto |
| Palavra-chave: | Exílio Deslocamento Road-movie |
| Resumo: | Walter Salles definiu errância, exílio e movimento como as perguntas-chave da sua obra cinemtográfica. Neste texto, centrar-me-ei no filme Terra estrangeira (Brasil/Portugal 1995), co-realizado por Daniela Thomas, para analisar o conceito de exílio como forma de deslocamento relacionado com o espaço, não apenas como lugar geográfico mas sobretudo como espaço habitado. A perda do sentido de pertença gera a errância dos dois personagens principais que, à deriva, procuram uma nova comunidade de afectos. O movimento de errância é articulado, em termos cinematográfico, com o road movie, particularmente visível no jogo intertextual com Alice nas cidades de Wim Wenders, e, nessa constante deriva, remete para a questão essencial, enunciada por Jean-Luc Nancy, sobre a condição exílica da existência moderna. |
|---|