Lydia Cabrera e Edison Carneiro, um estudo comparado das representações afrodiaspóricas em Cuba e no Brasil
Esta tese tem por corpus central três livros, Religiões Negras (1991); Negros Bantos (1991) e Cuentos Negros de Cuba (2002), sendo os dois primeiros do etnólogo e folclorista brasileiro Edison Carneiro, e o último, da etnóloga cubana Lydia Cabrera. Além desses, foram criados diálogos com outras obra...
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2021 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal Fluminense (UFF) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF) |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:app.uff.br:1/24841 |
| Acceso en línea: | http://app.uff.br/riuff/handle/1/24841 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Lydia Cabrera Edison Carneiro Literatura afrodiaspórica Afrorreligiões Literatura comparada Literatura brasileira Literatura cubana Cultura afro-brasileira Literaturas afrodiaspóricas Afro-religiones |
| Sumario: | Esta tese tem por corpus central três livros, Religiões Negras (1991); Negros Bantos (1991) e Cuentos Negros de Cuba (2002), sendo os dois primeiros do etnólogo e folclorista brasileiro Edison Carneiro, e o último, da etnóloga cubana Lydia Cabrera. Além desses, foram criados diálogos com outras obras dos referidos autores tais como Antologia do Negro Brasileiro (2005) de Carneiro, e A Mata (2012) e Iemanjá e Oxum (2012) de Cabrera. Ambos os autores pertenceram a uma geração que buscou analisar e/ou representar a contribuição da cultura negra à identidade nacional/cultural de seus respectivos países, bem como à identidade cultural latino-americana. As três obras vieram à luz durante a década de 1930 e ambos os intelectuais tinham fortes relações com os “donos do assunto” de seus respectivos países, Lydia Cabrera era cunhada de Fernando Ortiz e Edison Carneiro trocou correspondências e teve suas primeiras obras publicadas sob a “chancela” de Arthur Ramos. Além disso, tanto Cabrera quanto Carneiro agiram como cicerones de intelectuais estrangeiros para a pesquisa da temática negra no continente latino-americano, Cabrera publicou seus contos pela primeira vez na França surrealista de 30 e Carneiro recebeu Ruth Landes na Bahia para a pesquisa do livro Cidades das Mulheres. O trabalho de pesquisa aqui desenvolvido buscou através de uma perspectiva comparativa mapear, através das obras de Carneiro e Cabrera, como e que elementos simbólicos da literatura da diáspora africana foram transportados para Cuba e Brasil e fizeram surgir uma cultura nova, “transculturada” ou heterogênea; como os vestígios mágicos negroafricanos que sobreviveram no imaginário de Cuba e do Brasil estão representados por Lydia Cabrera e Edison Carneiro, percebendo as similitudes e divergências; e qual o papel da linguagem no processo de transplantação das culturas africanas trazidas para Cuba e Brasil. Além disso, sempre que possível, foi estabelecido relações entre os elementos registrados por Carneiro e Cabrera e em alguns produtos culturais contemporâneos. Assim, tentou-se perceber como esse imaginário marginalizado foi representado e defendido por esses autores |
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