Nacionalismo para quem?: uma análise genealógica do pinkwashing israelense

Após décadas de lutas e reivindicações sociopolíticas encabeçadas por movimentos LGBT+, a nível doméstico e internacional, alguns Estados não só passaram a garantir certos direitos e proteções legais, como também adotaram uma nova forma de avaliar o quão inclusivo, tolerante e democrático um Estado...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Gomes, Maiko Jhonata de Araújo
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2021
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual da Paraíba (UEPB)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UEPB
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:tede.bc.uepb.edu.br:tede/3785
Acceso en línea:http://tede.bc.uepb.edu.br/jspui/handle/tede/3785
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Conflito palestino-israelense
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LGBT+
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Palestinian-israeli conflict
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OUTROS::RELACOES INTERNACIONAIS
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description Após décadas de lutas e reivindicações sociopolíticas encabeçadas por movimentos LGBT+, a nível doméstico e internacional, alguns Estados não só passaram a garantir certos direitos e proteções legais, como também adotaram uma nova forma de avaliar o quão inclusivo, tolerante e democrático um Estado é, com base no seu posicionamento em relação à comunidade LGBT+. Neste contexto, alguns Estados passaram a fazer uso do “pinkwashing”, ou seja, um mecanismo caracterizado pela promoção de uma imagem e narrativa pró-LGBT+, com o objetivo de encobrir e “lavar” certas ações tidas como problemáticas e negativas no Sistema Internacional. O Estado de Israel é o principal promotor deste mecanismo, utilizado com o objetivo de desviar a atenção do Sistema Internacional da sua postura violenta para com o povo palestino. Entretanto, há evidências de que essa suposta inclusão de indivíduos LGBT+ ocorre de maneira rasa e superficial, visto que não garante a mesma visibilidade e oportunidades para todas os indivíduos que compõem esta sigla. Diante deste quadro, o problema de pesquisa que orienta esta dissertação é: de que maneira ocorre a inserção da população LGBT+ no projeto nacionalista israelense? O objetivo geral aqui é desenvolver uma análise genealógica do pinkwashing israelense, com vistas a desvelar e denunciar o caráter homonacionalista da suposta política progressista de Israel. Para tanto, a pesquisa foi realizada sob o amparo das contribuições teóricas da corrente de pensamento pós-estruturalista, assim como da Teoria Queer. Do pós-estruturalismo, esta pesquisa trabalha, principalmente, com as concepções que envolvem a importância das práticas discursivas, que impactam na construção de identidades e são regidas por relações de poder. Por sua vez, visto que esta pesquisa propõe-se a desestruturar certas narrativas dominantes envolvendo a comunidade LGBT+, optou-se, também, pelo uso da Teoria Queer. Ademais, o pós-estruturalismo também nos oferece proposições críticas de análise da “realidade” social, como é o caso do método de análise utilizado neste trabalho, a genealogia de influência foucaultiana. Com o intuito de melhor estruturar e alcançar tal objetivo, possui, também, como objetivos específicos: (I) evidenciar o uso pinkwashing como mecanismo de limpeza de imagem no Sistema Internacional, que no contexto israelense, manifesta-se dentro da Brand Israel; (II) expor a perspectiva dos palestinos queer acerca do pinkwashing israelense, e; (III) demonstrar as inconsistências da narrativa de que Israel é um Estado que garante igualitariamente e plenamente direitos aos seus cidadãos LGBT+, assim como aos palestinos queer residentes em Israel. Com base na literatura coletada e analisada, a pesquisa parte do pressuposto que o Estado de Israel promove sua imagem, no Sistema Internacional, como um espaço homogeneamente tolerante e inclusivo para com a população LGBT+ (tanto israelense, quanto palestina). Entretanto, a partir das análises feitas, argumentase que somente os indivíduos LGBT+ que adequam-se aos padrões e normas dominantes da sociedade israelense, são de fato incorporados no projeto nacionalista de Israel.
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Do pós-estruturalismo, esta pesquisa trabalha, principalmente, com as concepções que envolvem a importância das práticas discursivas, que impactam na construção de identidades e são regidas por relações de poder. Por sua vez, visto que esta pesquisa propõe-se a desestruturar certas narrativas dominantes envolvendo a comunidade LGBT+, optou-se, também, pelo uso da Teoria Queer. Ademais, o pós-estruturalismo também nos oferece proposições críticas de análise da “realidade” social, como é o caso do método de análise utilizado neste trabalho, a genealogia de influência foucaultiana. Com o intuito de melhor estruturar e alcançar tal objetivo, possui, também, como objetivos específicos: (I) evidenciar o uso pinkwashing como mecanismo de limpeza de imagem no Sistema Internacional, que no contexto israelense, manifesta-se dentro da Brand Israel; (II) expor a perspectiva dos palestinos queer acerca do pinkwashing israelense, e; (III) demonstrar as inconsistências da narrativa de que Israel é um Estado que garante igualitariamente e plenamente direitos aos seus cidadãos LGBT+, assim como aos palestinos queer residentes em Israel. Com base na literatura coletada e analisada, a pesquisa parte do pressuposto que o Estado de Israel promove sua imagem, no Sistema Internacional, como um espaço homogeneamente tolerante e inclusivo para com a população LGBT+ (tanto israelense, quanto palestina). Entretanto, a partir das análises feitas, argumentase que somente os indivíduos LGBT+ que adequam-se aos padrões e normas dominantes da sociedade israelense, são de fato incorporados no projeto nacionalista de Israel.After decades of struggles and socio-political demands led by LGBT+ movements, at the domestic and international level, some States have not only started to guarantee certain legal rights and protections, but have also adopted a new way of evaluating how inclusive, tolerant and democratic a State is, based on its position towards the LGBT+ community. In this context, some States have started to use “pinkwashing”, that is, a mechanism characterized by the promotion of a pro-LGBT+ image and narrative, with the objective of covering up and “washing” certain actions considered problematic and negative in the International System. The State of Israel is the main promoter of this mechanism, used in order to divert the attention of the International System from its violent stance towards the Palestinian people. However, there is evidence that this supposed inclusion of LGBT+ individuals occurs in a shallow and superficial way, since it does not guarantee the same visibility and opportunities for all individuals who make up this acronym. In view of this situation, the research problem that guides this master's thesis is: how does the insertion of the LGBT + population into the Israeli nationalist project occur? The general objective here is to develop a genealogical analysis of Israeli pinkwashing, with a view to unveiling and denouncing the homonationalist character of Israel's supposed progressive policy. To this end, the research was carried out under the auspices of the theoretical contributions of the post-structuralist current of thought, as well as the Queer Theory. From post-structuralism, this research works mainly with the conceptions that involve the importance of discursive practices, which impact on the construction of identities and are governed by power relations. In turn, since this research proposes to break down certain dominant narratives involving the LGBT+ community, we also opted for the use of the Queer Theory. Furthermore, post-structuralism also offers us critical proposals for analyzing social “reality”, as is the case with the method of analysis used in this thesis, the genealogy of Foucaultian influence. In order to better structure and achieve this objective, it also has the following specific objectives: (I) to highlight the use of pinkwashing as an image cleaning mechanism in the International System, which in the Israeli context, manifests itself within Brand Israel; (II) expose the queer Palestinian perspective on Israeli pinkwashing, and; (III) demonstrate the inconsistencies in the narrative that Israel is a State that guarantees equal and full rights to its LGBT+ citizens, as well as to queer Palestinians residing in Israel. Based on the collected and analyzed literature, the research assumes that the State of Israel promotes its image, in the International System, as a homogeneously tolerant and inclusive space for the LGBT+ population (both Israeli and Palestinian). However, from the analysis made, it is argued that only LGBT+ individuals who conform to the dominant standards and norms of Israeli society are actually incorporated into Israel's nationalist project.CAPESUniversidade Estadual da ParaíbaCentro de Ciências Biológicas e Sociais Aplicadas - CCBSABrasilUEPBPrograma de Pós-graduação em Relações Internacionais - PPGRISilva, Ana Paula Maielohttp://lattes.cnpq.br/5553172012179288Nogueira, Silvia Garciahttp://lattes.cnpq.br/1263593714592175Silva, Ana Paula Maielohttp://lattes.cnpq.br/5553172012179288Nogueira, Silvia Garciahttp://lattes.cnpq.br/1263593714592175Mendes, Cristiano Garciahttp://lattes.cnpq.br/82933680306686712021-08-23T20:45:36Z2021-06-23info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfGOMES, M. J. de A. Nacionalismo para quem?: uma análise genealógica do pinkwashing israelense. 2021. 135f. 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