Etnobotânica de plantas medicinais no município de Senador Firmino (Minas Gerais)

As pesquisas etnobotânicas em sociedades tradicionais são importantes na documentação das plantas medicinais e do conhecimento ecológico local, contribuindo na conservação da biodiversidade, na elaboração de programas de manejo, e na valorização do conhecimento local. O objetivo desse trabalho foi r...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Kffuri, Carolina Weber
Tipo de documento: dissertação
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2008
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal de Viçosa (UFV)
Repositório:LOCUS Repositório Institucional da UFV
Idioma:português
OAI Identifier:oai:locus.ufv.br:123456789/4488
Acesso em linha:http://locus.ufv.br/handle/123456789/4488
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Etnofarmacologia
Plantas medicinais
Conhecimento tradicional
Ethnofarmacology
Medicinal plants
Traditional knowledge
CNPQ::CIENCIAS BIOLOGICAS::FARMACOLOGIA::ETNOFARMACOLOGIA
Descrição
Resumo:As pesquisas etnobotânicas em sociedades tradicionais são importantes na documentação das plantas medicinais e do conhecimento ecológico local, contribuindo na conservação da biodiversidade, na elaboração de programas de manejo, e na valorização do conhecimento local. O objetivo desse trabalho foi realizar o levantamento etnobotânico e etnofarmacológico em amostragens nas comunidades do município de Senador Firmino-MG. O trabalho foi realizado no período de outubro, novembro e dezembro de 2007 e março e abril de 2008, com 20 informantes, sendo a maioria mulheres com mais de 40 anos. As metodologias utilizadas foram a observação participante, participação observadora e entrevistas semi-estruturadas. Foram listadas 130 espécies com 58 famílias. As famílias com o maior número de espécies foram Asteraceae e Lamiaceae. Dentre as espécies 49% são nativas e 51% exóticas. A forma de preparo mais utilizada foi a infusão (50%) e a folha (46%) foi o órgão mais utilizado. Registrou-se 80 indicações terapêuticas, as mais citadas foram as afecções do estômago. Dos informantes 100% afirmam ter aprendido sobre o uso das plantas medicinais com a mãe e a avó e todos afirmam não haver interesse dos mais jovens no aprendizado. Os informantes conhecem e utilizam com freqüência a flora medicinal local.