MIOMECTOMIA EM LEIOMIOMA UTERINO SUBSEROSO GIGANTE
INTRODUÇÃO: O leiomioma uterino é o tumor benigno mais comum do trato reprodutor feminino. Eles são encontrados em 25 a 30% das mulheres em idade reprodutiva, em 50% com idade superior a 35 anos e em aproximadamente 70% com idade superior a 50 anos, sendo que a prevalência deles aumenta durante a id...
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| Fecha de publicación: | 2017 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Centro Universitário Lusíada (UNILUS) |
| Repositorio: | UNILUS Ensino e Pesquisa (Online) |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:revista.lusiada.br:article/825 |
| Acceso en línea: | http://revista.unilus.edu.br/index.php/ruep/article/view/825 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Medicina Medicina; miomectomia; mioma uterino; mioma uterino subseroso; mioma uterino gigante |
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INTRODUÇÃO: O leiomioma uterino é o tumor benigno mais comum do trato reprodutor feminino. Eles são encontrados em 25 a 30% das mulheres em idade reprodutiva, em 50% com idade superior a 35 anos e em aproximadamente 70% com idade superior a 50 anos, sendo que a prevalência deles aumenta durante a idade reprodutiva e diminui depois da menopausa1,2. Leiomiomas variam em tamanho e são sintomáticos em 20-50% de todos os casos. Os sintomas, quando presentes, são: sangramento menstrual excessivo ou irregular, dismenorreia, dor pélvica, abortamento, esterilidade e compressão de órgãos adjacentes³. De acordo com a sua localização, são classificados como leiomioma subseroso, intramural e submucoso. Para miomas que necessitam de tratamento cirúrgico, geralmente a miomectomia ou histerectomia é realizada, dependendo do desejo da paciente de permanecer fértil e da severidade dos sintomas4.APRESENTAÇÃO DO CASO: G.D.A, feminino, 33 anos, negra, solteira, procedente de Cubatão-SP, deu entrada em hospital de nível terciário para investigação e conduta frente à um aumento do volume abdominal há 1 ano. Referia que há 1 ano percebeu aumento do volume abdominal, com progressão rápida, associado a cólicas abdominais e alteração do hábito intestinal. Relatava ter ciência de miomatose uterina desde 2004, evidenciado em exame de ultrassonografia pélvica por via transvaginal. Devido ausência de sintomas e útero de dimensões normais, não realizou nenhum tratamento. Em fevereiro de 2015, paciente apresentava gestação programada. Ao longo das semanas de gestação, observou-se aumento progressivo do tumor. Paciente evoluiu em parto normal, sem intercorrências. Após período de puerpério, foi realizado seguimento por miomatose uterina gigante, relatou uso de Gosserrelina. Contudo, após insucesso do tratamento e dor em todo abdome, paciente foi encaminhada ao serviço terciário, onde constatou-se volumosa massa abdominal, fibroelástica, móvel e indolor, que ocupava todo o abdome. Foi evidenciado em ultrassonografia pélvica transvaginal, útero de 30,0 x 25,0 x 29,0 cm, com volume de 11.388,30 cm³, contornos regulares e ecotextural miometrial heterogênea, notando-se nódulo hipoecogênico na parede fúndica, subseroso e pediculado, medindo 28,5 x 22,1 x 27,8 cm, estendendo-se superiormente para a cavidade abdominal. Realizado Ressonância Nuclear Magnética de pelve com contraste, evidenciando volumosa massa abdominal, de origem pélvica/uterina, tratando-se de um leimioma uterino subseroso de 11000cm³. Devido desejo reprodutivo da paciente, foi proposta a hipótese de miomectomia por via laparotômica. Paciente foi submetida à cirurgia, que transcorreu sem intercorrências. Realizou-se miomectomia de mioma pesando 9.630gramas.CONCLUSÃO: O caso em questão aponta que apesar da literatura demonstrar a histerectomia como padrão ouro para miomas de volumes gigantes, devemos, quando possível, optar pela miomectomia nas pacientes em idade reprodutiva que desejam manter a fertilidade. Apesar de maior dificuldade técnica da cirurgia, a conservação do útero mantém a possibilidade de gravidez futura. |
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