Aspectos audiológicos em osteogênese imperfeita

Introdução: A osteogênese imperfeita é uma desordem que compromete a proteína colágeno. Diversas comorbidades podem ocorrer, entre as mais prevalentes, destaca-se a perda auditiva. Objetivo: Caracterizar os achados audiológicos de uma amostra de pacientes com osteogênese imperfeita do sul do Brasil....

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Otavio, Andressa Colares da Costa
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2018
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/188926
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/10183/188926
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Audição
Perda auditiva
Osteogênese imperfeita
Hearing
Osteogenesis imperfecta
Hearing loss
Descripción
Sumario:Introdução: A osteogênese imperfeita é uma desordem que compromete a proteína colágeno. Diversas comorbidades podem ocorrer, entre as mais prevalentes, destaca-se a perda auditiva. Objetivo: Caracterizar os achados audiológicos de uma amostra de pacientes com osteogênese imperfeita do sul do Brasil. Métodos: Estudo observacional analítico transversal e estudo observacional analítico de seguimento. No estudo transversal, realizou-se avaliação audiológica em participantes de idades entre quatro e 55 anos. Os limiares de via aérea, via óssea, gap aéreo-ósseo e valores de compliância entre frequências foram comparados. A amostra foi dividida em três grupos etários: quatro a dez, dez à dezenove e maiores de dezenove anos. No estudo de seguimento, realizou-se avaliação audiológica em participantes de idades entre quatro e 53 anos e os resultados foram comparados entre avaliações. Os dados foram analisados por orelhas. Resultados: No estudo transversal, a amostra foi composta por 77 participantes (149 orelhas). Foram observados limiares auditivos normais em 64,4% das orelhas da amostra total. Quando a análise (orelhas) foi estratificada em grupos etários, limiares auditivos normais em crianças representou 81,3% da amostra; em adolescentes, 65%; em adultos, 54,4%. Com relação às alterações auditivas, observou-se predomínio de perda auditiva do tipo mista em adultos (21,1%) e de perda auditiva condutiva ou presença de componente condutivo com limiares de via aérea dentro dos padrões de normalidade em adolescentes (30%). No estudo de seguimento, vinte pacientes (40 orelhas) participaram. O tempo entre as avaliações variou de 44 a 69 meses, com média de 62,6 meses. Verificou-se que, em média, houve decréscimo de 1,12 dBNA do limiar de via aérea ao ano para orelha direita e 1,13 dBNA para orelha esquerda; enquanto que a média do aumento do gap aéreoósseo foi de 0,5 dBNA ao ano. Conclusões: No estudo transversal, a maior parte da amostra apresentou limiares auditivos normais. O grupo dos adultos apresentou mais alteração auditiva do que os grupos mais jovens. No estudo de seguimento, verificou-se que as alterações auditivas inicialmente podem não ser significativas, porém são progressivas.