Estresse salino no desenvolvimento de copo-de-leite

A salinidade do solo é um problema nas produções agrícolas, com destaque para a floricultura, sendo ocasionada principalmente pelo uso em excesso de fertilizantes e utilização de água de qualidade inadequada, sobretudo nos cultivos em ambientes protegidos. O estresse salino inibe o crescimento veget...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Figueiredo, Júnia Rafael Mendonça
Tipo de documento: dissertação
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2015
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal de Lavras (UFLA)
Repositório:Repositório Institucional da UFLA
Idioma:português
OAI Identifier:oai:repositorio.ufla.br:1/10567
Acesso em linha:https://repositorio.ufla.br/handle/1/10567
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Ciências Agrárias
Zantedeschia aethiopica
Salinidade
Ecofisiologia
Anatomia
Floricultura
Salinity
Ecophysiology
Anatomy
Floriculture
Descrição
Resumo:A salinidade do solo é um problema nas produções agrícolas, com destaque para a floricultura, sendo ocasionada principalmente pelo uso em excesso de fertilizantes e utilização de água de qualidade inadequada, sobretudo nos cultivos em ambientes protegidos. O estresse salino inibe o crescimento vegetal por restringir a disponibilidade de água, levando a alterações morfológicas, estruturais, metabólicas e fisiológicas. Nesse contexto, objetivouse avaliar as respostas de crescimento, ecofisiológicas, bioquímicas e anatômicas no desenvolvimento inicial de plantas de copo-de-leite (Zantedeschia aethiopica (L.) Spreng) quando submetidas ao estresse salino. Rizomas foram cultivados em bandejas de polietileno com substrato fibra de coco e os tratamentos utilizados foram 0; 25; 50; 75 e 100 mM de NaCl aplicados manualmente via irrigação para induzir ao estresse salino, sendo as avaliações realizadas após 60 e 90 dias. Foram avaliados parâmetros de crescimento, taxa fotossintética, condutância estomática, taxa de transpiração, teor relativo de clorofila, aminoácidos, proteínas totais, açúcares solúveis totais, açúcares redutores, açúcares não redutores e amido, além dos aspectos anatômicos de folhas e raízes. Após 60 e 90 dias, foi observado decréscimo na altura das plantas. O número de perfilhos e folhas, comprimento da raiz principal, massa seca e fresca da parte aérea e do sistema radicular, teor de água do sistema radicular, a relação entre a parte aérea/sistema radicular também reduziram após 90 dias de imposição do estresse salino, ocorrendo uma maior alocação de massa seca nas raízes. A taxa fotossintética, condutância estomática, taxa de transpiração e teor relativo de clorofila, após 60 dias, reduziram com o aumento da concentração de NaCl. No entanto, após 90 dias, a taxa fotossintética foi inalterada, ocorrendo aumento da condutância estomática, da taxa de transpiração, além do teor de clorofila em plantas submetidas a 75 mM de NaCl quando comparado com o tratamento controle. O estresse salino ocasionou maior acúmulo de aminoácidos totais nas folhas em 50 mM de NaCl, todavia, nesta concentração os teores de aminoácidos totais diminuíram nas raízes. Na parte aérea, ocorreu aumento no teor de proteínas totais e carboidratos e nas raízes aumento dos teores de carboidratos. Analisando-se as características anatômicas verificou-se redução do diâmetro polar, equatorial e da relação entre DP/DE dos estômatos, no entanto, houve aumento na densidade estomática em função do aumento da salinidade. De modo geral, concentrações mais elevadas de NaCl afetaram o desenvolvimento de copo-de-leite em todos os parâmetros analisados, indicando ser essa espécie sensível ao estresse salino.