Experiência e representação na prosa de ficção brasileira contemporânea

A presente dissertação tem como foco a hipótese de que é possível observar na prosa de ficção contemporânea alguns traços que apontam para uma tentativa de representação do empobrecimento – também chamado de “esvaziamento” ou “precarização” – da experiência. O objetivo, portanto, é compreender de qu...

ver descrição completa

Detalhes bibliográficos
Autor: Silva, Laura de Assis Souza e
Tipo de documento: dissertação
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2011
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Repositório:Repositório Institucional da UFJF
Idioma:português
OAI Identifier:oai:hermes.cpd.ufjf.br:ufjf/2647
Acesso em linha:https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/2647
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LETRAS
Experiência
Contemporaneidade
Representação
Experience
Contemporaneity
Representation
Descrição
Resumo:A presente dissertação tem como foco a hipótese de que é possível observar na prosa de ficção contemporânea alguns traços que apontam para uma tentativa de representação do empobrecimento – também chamado de “esvaziamento” ou “precarização” – da experiência. O objetivo, portanto, é compreender de que modo a literatura do presente, através de estratégias distintas, expressa esse fenômeno, ocasionando assim mudanças profundas no estatuto da narrativa. Para tanto, foi empreendida uma investigação sobre o conceito de “experiência”, abordado por filósofos como Walter Benjamin, Michel Foucault, Maurice Blanchot e Giorgio Agamben. A observação de alguns dos processos sociais da contemporaneidade que vêm modificando esse mesmo conceito de experiência também se constituiu como parte importante da dissertação, e foi realizada à luz das ideias de teóricos como Zygmunt Bauman, Jean Baudrillard e Gilles Lipovetsky. Em um segundo momento, o trabalho concentrou-se na análise das transformações que vêm acontecendo na prosa de ficção contemporânea, dentro de um eixo temático e formal específico, no qual se encontram as obras escolhidas como corpus principal do trabalho, corpus esse constituído por quatro livros de quatro escritores brasileiros: O vôo da madrugada (2003), de Sérgio Sant’Anna, Paraísos artificiais (2004), de Paulo Henriques Britto, Sonho interrompido por guilhotina (2005), de Joca Reiners Terron e A página assombrada por fantasmas (2011), de Antônio Xerxenesky.