Doppler transcraniano como método de rastreio de crises de falcização em crianças com anemia falciforme
Introdução: A anemia falciforme é a principal causa de acidente vascular cerebral (AVC) na infância. Velocidades de fluxo cerebral aumentadas avaliadas por Doppler transcraniano (DTC) podem predizer risco elevado para AVC e estão relacionadas a anemia mais grave. O objetivo do estudo foi avaliar se...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2020 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Estadual Paulista (UNESP) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UNESP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.unesp.br:11449/194113 |
| Acceso en línea: | http://hdl.handle.net/11449/194113 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Anemia falciforme Acidente vascular cerebral Doppler transcraniano Sickle cell anemia Stroke Transcranial doppler |
| Sumario: | Introdução: A anemia falciforme é a principal causa de acidente vascular cerebral (AVC) na infância. Velocidades de fluxo cerebral aumentadas avaliadas por Doppler transcraniano (DTC) podem predizer risco elevado para AVC e estão relacionadas a anemia mais grave. O objetivo do estudo foi avaliar se velocidades aferidas por DTC podem predizer complicações vasoclusivas além do AVC. Método: Incluídos no estudo pacientes entre 2 e 16 anos, com anemia falciforme, submetidos à triagem com DTC no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu entre janeiro de 2012 e outubro de 2018. Foram coletados em prontuário eletrônico o perfil genotípico e dados demográficos dos pacientes, além dos exames de DTC realizados durante o seguimento, comparando esses parâmetros à presença de crises de falcização. Foram realizadas análises de sobrevivência por modelos de fragilidade simples em que cada variável preditora foi analisada separadamente em relação ao tempo para a ocorrência de uma crise de falcização mensurado em dias. Resultados: Foram incluídos no estudo 47 pacientes; seis foram excluídos por fazerem seguimento em outro serviço; dois por não apresentarem dados em prontuário; e dois por terem mais de 17 anos. Apresentaram relação com crises falcêmicas em análise univariada a velocidade de pico sistólico em artéria cerebral média HR 1,01 (1,00 a 1,02) p = 0,04; velocidade final diastólica em artéria cerebral média HR 1,02 (1,01 a 1,04) p = 0,01, velocidade média de fluxo em artéria basilar HR 1,02 (1,00 a 1,04) p = 0,04, hemoglobina HR 0,49 (0,38 a 0,65) p < 0,001, hematócrito HR 0,78 (0,71 a 0,85) p < 0,001, leucócitos HR 1,1 (1,05 a 1,15) p < 0,001, plaquetas HR 0,997 (0,994 a 0,999) p = 0,02 e reticulócitos HR 1,14 (1,06 a 1,23) p < 0,001. Após análise multivariada das variáveis, nenhuma apresentou relação com os desfechos. Discussão: Nossos resultados sugerem que o DTC pode ser um método eficaz de rastreio de síndromes vasoclusivas além do AVC. O fato de muitos pacientes estarem em uso de hidroxiureia ou hemotransfusão, poucos pacientes com exames de Doppler alterados e pequena amostra pode ter contribuído para perda da relação após análise multivariada. Conclusão: O exame de DTC é um método não invasivo e pode ser útil para rastreio de síndromes vasoclusivas em pacientes com anemia falciforme. |
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