Infância, gênero e estereótipos sexuais: análise do relato de mães de crianças de 4 a 6 anos
Questões de gênero são definidas por aspectos biológicos, psicológicos e sociais e se configuram culturalmente, de diferentes modos, em diferentes períodos históricos. Partindo da premissa que a construção social de gênero é influenciada pela educação sexual familiar, esta pesquisa, qualitativa-desc...
| Autor: | |
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| Formato: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2008 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade Estadual Paulista (UNESP) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UNESP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.unesp.br:11449/97486 |
| Acesso em linha: | http://hdl.handle.net/11449/97486 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | Educação sexual Infancia (Direito) Estereótipos sexuais Childhood Gender Sexual roles Sexual stereotypes |
| Resumo: | Questões de gênero são definidas por aspectos biológicos, psicológicos e sociais e se configuram culturalmente, de diferentes modos, em diferentes períodos históricos. Partindo da premissa que a construção social de gênero é influenciada pela educação sexual familiar, esta pesquisa, qualitativa-descritiva, tem por objetivo investigar os estereótipos de gênero a partir do relato de 25 mães de crianças de 4 a 6 anos. Para a coleta de dados foi utilizado um questionário e as respostas foram agrupadas a partir da análise de conteúdo em três categorias: 1) características atribuídas ao gênero, 2) vantagens e desvantagens e 3) concepções sobre a educação de meninos e meninas. Nos relatos, vários estereótipos de gênero foram identificados como características femininas: passividade, sensibilidade e emoção; e masculinas: razão, força, e objetividade. As vantagens atribuídas ao gênero foram, sobretudo, relacionadas aos aspectos sociais da vida privada e pública: ao feminino o cuidado de filhos e ao masculino, o mundo do trabalho. Concluí-se que os estereótipos sexuais são reproduzidos nas falas destas mães, seja pelas concepções pessoais sobre o feminino e o masculino, seja pelas atribuições de vantagens e desvantagens que relacionam ao gênero. Além disso, as mães, tendo por base o padrão sexista, direcionam a educação dos filhos em função dos padrões de gênero, embora essa diferenciação não apareça, pelo próprio relato das mães, quando relatam as brincadeiras e brinquedos de que seus filhos gostam. Novos estudos poderão aprofundar a questão, ouvindo pais e outros membros da família, além das próprias crianças, na idade pré-escolar ou mais avançada. |
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