Abuso sexual infantil intrafamiliar e a escuta dos pediatras
O presente trabalho pretende, por meio da abordagem qualitativa e do estudo de caso, analisar as narrativas de pediatras da atenção básica básica de saúde do município do Embu e de um ambulatório de especialidades do município de São Paulo, com o objetivo de apreender como esses profissionais lidam...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2011 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UNIFESP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.unifesp.br:11600/8861 |
| Acceso en línea: | http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/8861 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Notificação de abuso sexual Violência sexual Abuso sexual infantil Crime sexual contra as crianças Criança Mandatory Reporting, sexual Violence against children Child Abuse, sexual Sexual violence Child |
| Sumario: | O presente trabalho pretende, por meio da abordagem qualitativa e do estudo de caso, analisar as narrativas de pediatras da atenção básica básica de saúde do município do Embu e de um ambulatório de especialidades do município de São Paulo, com o objetivo de apreender como esses profissionais lidam com a questão do abuso sexual infantil. Para a coleta de dados, foram utilizadas as técnicas de observação não participante, entrevistas gravadas com roteiro semiestruturado e registro em diário de campo. A partir das entrevistas gravadas, foram construídas narrativas, analisadas segundo a orientação de Pope (2009), o que resultou na construção dos eixos empíricos, a saber: a) os pediatras frente à situação de abuso sexual; b) ambiguidade ante a notificação; c) necessidade de encontrar marcas físicas e d) a questão do vínculo com o paciente e com a instituição. Os resultados mostraram que o abuso sexual infantil provoca nos profissionais reações emocionais que prejudicam a objetividade diagnóstica. Por outro lado, apontam que o vínculo com o paciente ajuda a conhecê-lo melhor, permitindo suspeitar de maus-tratos, apesar de a maioria insistir na necessidade de encontrar sinais físicos de abuso. Em que pese o treinamento em matéria do abuso sexual, pelo qual a maioria dos profissionais passa, persiste o entendimento de que a notificação de suspeita de abuso poderá gerar problemas, tanto pessoais quanto profissionais. Resta apontar, enquanto perdurar a ineficácia da lei, e considerando os cuidados demandados quando a criança entra no serviço de saúde, a importância para a sensibilização do papel protetivo exercido por esses profissionais, no momento em que não perdem a oportunidade de notificação dos casos suspeitos ou diagnosticados, considerando sua co-responsabilidade pela continuidade ou não da violência sofrida pela criança. |
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