O eletrodo de forame oval pode identificar a zona epileptogênica na epilepsia do lobo temporal mesial quando o EEG de superfície é inconclusivo?
A epilepsia do lobo temporal (ELT) é a forma mais frequente de epilepsia focal em adultos, sendo a epilepsia mesial do lobo temporal associada à esclerose hipocampal (EMLT-EH) o subtipo mais comum. Aproximadamente 30% dos pacientes com EMLT são farmacorresistentes (CHOI, 2008), metade desses são can...
| Autor: | |
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| Formato: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2020 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-04012021-110332 |
| Acesso em linha: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17160/tde-04012021-110332/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | Cirurgia de epilepsia EEG Eletrodo de forame oval Epilepsia Epilepsia mesial lobo temporal Epilepsy Epilepsy surgery Foramen ovale electrodes Mesial temporal lobe epilepsy |
| Resumo: | A epilepsia do lobo temporal (ELT) é a forma mais frequente de epilepsia focal em adultos, sendo a epilepsia mesial do lobo temporal associada à esclerose hipocampal (EMLT-EH) o subtipo mais comum. Aproximadamente 30% dos pacientes com EMLT são farmacorresistentes (CHOI, 2008), metade desses são candidatos a cirurgia de ressecção do lobo temporal. (ROSENOW, 2001). Para a indicação da cirurgia, deve-se localizar com acurácia a zona epileptogênica, a qual pode ser definida a partir da análise da semiologia da crise, da atividade ictal e interictal do eletroencefalograma, da avaliação morfológica com RM de alta resolução (KILPATRICK, 1997). Entretanto, quando o EEG de superfície falha ao demostrar de forma inequívoca a zona de início ictal, estudos semi-invasivos, com eletrodos de forame oval (EFO), e/ou estudos invasivos com eletrodos profundos (estéreoeletroencefalograma (SEEG), estrias ou placas subdurais) são necessários (DIEHL, 2000). No presente estudo, analisamos os dados de 161 pacientes com EMLT submetidos a avaliação com eletrodos de forame oval. A avaliação com EFO foi realizada quando o EEG de superfície apresentou: (a) crises bitemporais independentes, (b) início ictal não lateralizatório, (c) início ictal contralateral ao lado da EH. Quando o estudo com EFO também não foi capaz de definir um início ictal inequívoco, a avaliação com eletrodos invasivos foi proposta. O EFO foi resolutivo em 91 casos (56,5%). Desses 78 pacientes realizaram a cirurgia de lobectomia temporal com 73,1% dos pacientes ficando livre de crises. Vinte e um pacientes foram avaliados com eletrodos invasivos após estudo com EFO. O eletrodo invasivo confirmou os resultados do EFO em 16 casos (76,2%). O estudo com eletrodos invasivos orientou uma conduta cirúrgica em 7 pacientes e a lobectomia temporal foi realizada, tornando livres de crises 04 pacientes (57,1%). A avaliação com eletrodos forame oval tem uma boa relação custo-efetividade, é bem tolerado pelos pacientes e apresenta menor taxa de complicações quando comparado aos outros métodos. Portanto, concluímos que a avaliação com EFO, após EEG de superfície não concordante, pode ser uma alternativa segura, mais econômica quando comparada a avaliação invasiva e com desfecho pós-cirúrgico excelente em paciente com EMLT. |
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