A metropolização regional periférica aquém da metrópole – a região metropolitana de Manaus vista do lado de lá

A tese apresentada discorre sobre o processo de metropolização regional periférico em curso na Região Metropolitana de Manaus/RMM institucionalizada no Estado do Amazonas no ano de 2007. Para tal trajetória analítica se teve como objetivo geral analisar o processo de metropolização regional periféri...

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Detalles Bibliográficos
Autores: Lima, Susane Patrícia Melo de, https://lattes.cnpq.br/6593518571599146, https://orcid.org/0000-0002-4952-7984
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Amazonas (UFAM)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFAM
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:https://tede.ufam.edu.br/handle/:tede/10019
Acceso en línea:https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/10019
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Crescimento urbano - Manaus (AM)
Urbanização - Manaus (AM)
CIENCIAS HUMANAS: GEOGRAFIA: GEOGRAFIA HUMANA
Amazonas
Região metropolitana de Manaus
Metropolização do espaço
Metropolização regional periférica
Amazon
Metropolitan region of Manaus
Metropolization of space
Peripheral regional metropolization
Amazone
Région métropolitaine de Manaus
Métropolisation de l’espace
Métropolisation régionale périphérique
Descripción
Sumario:A tese apresentada discorre sobre o processo de metropolização regional periférico em curso na Região Metropolitana de Manaus/RMM institucionalizada no Estado do Amazonas no ano de 2007. Para tal trajetória analítica se teve como objetivo geral analisar o processo de metropolização regional periférico que opera na Região Metropolitana de Manaus/RMM à luz do processo de metropolização do espaço, sendo ele mesmo, o meio, a condição, e o produto da produção da metropolização regional. De modo específico, os objetivos foram: 1. apresentar um corpus teórico-metodológico capaz de afirmar o processo de metropolização regional periférico no Amazonas, a partir dos municípios que compõem a RMM sob a ótica da fragmentação do espaço; 2. apontar os elementos da estrutura metropolitana atual baseada em indicadores quanti-qualitativos nos 13 municípios da RMM, como evidência empírica das características metropolitanas ou atributos capazes desvelar o território metropolitano e a realidade metropolitana periférica; 3. elucidar no território metropolitano os elementos ou as características metropolitanas que permitem a efetiva produção da RMM e como nela se reproduz a metropolização regional periférica; 4. evidenciar no processo de metropolização regional o poder de articulação capaz de superar os critérios unicamente urbanos na estrutura metropolitana, mas que agregue a potencialidade natural amazônica, sobretudo, seus rios e floresta, avultando a tríade povos, rios e florestas, na produção da metropolização regional periférica. A pesquisa ancorou-se metodologicamente na perspectiva crítica, com o movimento do pensamento centrado em matrizes teórico-metodológicas oriundas do método dialético, ou seja, a trajetória da crítica se deu pelas aberturas do método dialético confrontando opiniões, as oposições e contradições. Tal construção teórico-metodológica parte da matriz lefebvreana e, portanto, marxiana, por meio da qual discorreu-se por pares contraditórios ou tríades compondo a relação entre sujeito e objeto, que se dá de modo contraditório. Articulado ao plano metodológico, o plano procedimental considerou campos de cunho teórico-metodológico, empírico e técnico. E sobre todo o aporte científico e metodológico a metropolização regional periférica na RMM, confirmou-se como meio, condição e produto da metropolização regional, se reproduzindo regional e desigualmente de modo “energizado” pelo desenvolvimento regional desigual, pelas condições impostas pela reprodução do espaço metropolitano que tenta homogeneizar um processo com a anulação do modo de vida, subordinado às dinâmicas mais contemporâneas do capitalismo. A metropolização regional periférica na Região Metropolitana de Manaus se dá pelo avanço das fronteiras do agronegócio, da reprimarização da economia com aportes financeiros modernos e da implementação de grandes projetos que introjetam no espaço metropolitano, novas formas, novos conteúdos, novos valores que se espelham nas metrópoles, com ações que se processam no campo/rural moderno, expropriando a mais significativa tríade amazônica: POVOS-RIOS-FLORESTAS, porque o lado de lá, – a periferia do capital e o capitalismo, sob a lógica do desenvolvimento regional desigual – o que impera é o processo de metropolização regional periférico como meio, condição e produto da metropolização regional.