Monitoramento de colônias de abelhas africanizadas (Apis mellifera L.) quanto ao desenvolvimento interno e comportamento de forrageamento em linhagens de abelhas higiênicas e não higiênicas
RESUMO As abelhas africanizadas (Apis mellifera L.) apresentam um comportamento higiênico mais intenso comparado a outras subespécies de abelhas europeias. Embora o comportamento higiênico das abelhas já seja bem conhecido, ainda existem estudos a serem feitos em torno desse complexo comportamento....
| Autor: | |
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| Tipo de documento: | dissertação |
| Estado: | Versão publicada |
| Data de publicação: | 2013 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositório: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | português |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-04072013-152152 |
| Acesso em linha: | http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59131/tde-04072013-152152/ |
| Access Level: | Acceso aberto |
| Palavra-chave: | Abelhas africanizadas Africanized bees Colônias higiênicas Colônias não higiênicas Comportamento forrageiro Desenvolvimento interno Forager behavior Hygienic colonies Internal development of colonies Non-hygienic colonies |
| Resumo: | RESUMO As abelhas africanizadas (Apis mellifera L.) apresentam um comportamento higiênico mais intenso comparado a outras subespécies de abelhas europeias. Embora o comportamento higiênico das abelhas já seja bem conhecido, ainda existem estudos a serem feitos em torno desse complexo comportamento. Assim, no presente trabalho pretendeu-se obter subsídios para uma melhor compreensão desse comportamento em relação ao comportamento de forrageamento e ao desenvolvimento interno das colônias, através da comparação do desempenho entre colônias de linhagens higiênicas e não higiênicas de abelhas africanizadas (Apis mellifera L.). Portanto, quarenta e uma colônias de abelhas Africanizadas Apis mellifera L. foram testadas quanto ao comportamento higiênico (CH). O presente trabalho foi desenvolvido no Laboratório Apilab do Departamento de Genética da FMRP-USP. Foram constituídos dois grupos de colônias: um grupo de 3 colônias higiênicas (H) com CH igual ou superior a 90% e 3 colônias não higiênicas (NH) com valor igual ou inferior a 55%, com o objetivo de se estudar, mediante monitoramento mensal durante 13 meses (julho de 2011 a julho de 2012), as variáveis relacionadas ao desenvolvimento interno das colônias (atividade de postura, área de cria aberta e de cria operculada), atividades forrageiras (área de pólen, área de néctar aberto e de néctar operculado) e ganho de peso. Para o ganho de peso foram utilizadas balanças eletrônicas adaptadas. Os mapeamentos dos dados climáticos foram registrados por um período na Estação Climatológica do Apilab na USP, porém devido a um acidente com queda de energia a fonte foi queimada, não sendo possível o uso programado dos dados climáticos para estudos de correlação com as variáveis das colônias. Os dados das variáveis internas da colônia foram obtidos utilizando-se de um suporte de madeira com tela de arame dividindo a área total em 36 quadrantes idênticos dentro do qual se colocava o quadro da colmeia para se estimar as áreas respectivas em % (néctar, pólen, crias, oviposição etc.). Os dados foram transformados em arco-seno para aplicação dos testes estatísticos. As comparações estatísticas foram realizadas usando-se o teste t-Student e análises de correlação pelo método de Spearman, (Software Statistica 8). Como principais resultados obtivemos os seguintes: as colônias H tiveram melhor desempenho que as NH quanto as atividades de coleta de pólen (P = <0,001), área de cria aberta (P = <0,001), área de cria operculada (P = 0,050) e oviposição das rainhas (P = 0,015). As colônias H apresentaram maior taxa de remoção de crias doentes e mortas que as NH. As abelhas das colônias H são melhores coletoras de pólen que as NH. Não houve diferença entre as linhagens quanto ao ganho de peso. Encontramos correlação positiva significante nas colônias (H e NH) entre áreas de pólen com as áreas com cria aberta H (r = 0,599; P = 0,029), NH (r = 0,791; P = 0,000) e entre as áreas de pólen com cria operculada H (r = 0,659; P = 0,013), NH (r = 0,731; P = 0,004), confirmando que o feromônio das larvas estimula a coleta de pólen. Houve também correlação positiva significante nas colônias H entre área de néctar operculado e cria operculada (r = 0,714; P = 0,005), e néctar operculado e pólen (r = 0,659; P = 0,013). Concluiu-se que o CH pode também ser utilizado como uma característica para critério de seleção para produção de pólen, sendo o CH considerado como uma das melhores alternativas para os programas de melhoramento de abelhas. |
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