Estudos taxonômicos e armazenamento de nematóides entomopatogênicos (Rhabditida: Steinernematidae, Heterorhabditidae)

Os nematóides entomopatogênicos estão sendo cada vez mais estudados; no entanto, apresentam baixa viabilidade em condições de laboratório. Assim, este trabalho teve como objetivos o estudo taxonômico de uma nova espécie de nematóide entomopatogênico isolado na região amazônica e o estudo das melhore...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Carvalho, Vanessa Andaló Mendes de
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2006
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Lavras (UFLA)
Repositorio:Repositório Institucional da UFLA
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufla.br:1/2981
Acceso en línea:https://repositorio.ufla.br/handle/1/2981
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:CNPQ_NÃO_INFORMADO
Heterorhabditis
Steinernema
Controle biológico
Insecta
Controle microbiano
Sobrevivência
Patologia de insetos
Biological control
Microbial control
Survival
Insect pathology
Descripción
Sumario:Os nematóides entomopatogênicos estão sendo cada vez mais estudados; no entanto, apresentam baixa viabilidade em condições de laboratório. Assim, este trabalho teve como objetivos o estudo taxonômico de uma nova espécie de nematóide entomopatogênico isolado na região amazônica e o estudo das melhores condições para armazenamento, visando uso em programas de controle de pragas. Em um levantamento de nematóides entomopatogênicos da região amazônica foi obtido um isolado do gênero Heterorhabditis. De acordo com estudos morfológicos e moleculares, ele foi descrito como Heterorhabditis amazonensis n. sp. Em relação ao armazenamento concluiu-se que, para os gêneros Heterorhabditis e Steinernema,as temperaturas de 8, 12, 24 e 28°C influenciaram negativamente na sua sobrevivência e infectividade, enquanto 16 e 20°C prolongaram o tempo de armazenamento. Quando fornecida aeração, Heterorhabditis sp. JPM4 e Steinernema carpocapsae mantiveram-se viáveis por mais tempo do que sem fornecimento de oxigênio. Os nematóides mantiveram maiores reservas lipídicas quando em 8, 16 e 20°C, enquanto em 24 e 28°C a porcentagem de lipídios reduziu rapidamente. Apesar de em 8°C a reserva lipídica ter sido mantida, o mesmo não ocorreu com a infectividade. Quando usadas substâncias com potencial conservante, observou-se que a glicerina agiu preservando a sobrevivência dos juvenis infectantes (JI) a 28ºC para os dois nematóides testados e também a 16ºC para S. carpocapsae. As demais substâncias usadas, mesmo quando mantiveram os nematóides vivos, não mostraram esse efeito em relação à infectividade. Em relação ao uso de substratos no armazenamento, foi observado que após 180 dias, para S. carpocapsae,o substrato espuma manteve maior porcentagem nematóides vivos (57,5%), enquanto para Heterorhabditis sp. JPM4, espuma, areia grossa e areia fina proporcionaram maior sobrevivência dos JI ao final de 180 dias (55,6%, 53,1% e 50,6%, respectivamente). As diferenças encontradas entre nematóides evidenciam a importância do estudo de fatores favoráveis para a manutenção de suas características em diferentes condições de armazenamento a fim de prolongar o tempo de sobrevivência e infectividade para fins de controle biológico de pragas.