Biologia de aves capturadas em um fragmento de Mata Atlântica, Igarassu - PE

Este trabalho estudou a biologia da avifauna do Refúgio Ecológico Charles Darwin, fragmento de 60 ha de Mata Atlântica, no município de Igarassu, Pernambuco. Objetivando obter informações acerca das espécies desse bioma, foram realizadas observações entre agosto de 1996 e julho de 1997 e capturas me...

Full description

Bibliographic Details
Author: Santiago Magalhães, Vivyanne
Format: master thesis
Status:Published version
Publication Date:2005
Country:Brasil
Institution:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
Repository:Repositório Institucional da UFPE
Language:Portuguese
OAI Identifier:oai:repositorio.ufpe.br:123456789/859
Online Access:https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/859
Access Level:Open access
Keyword:Mata Atlântica
Aves
Igarassu
Description
Summary:Este trabalho estudou a biologia da avifauna do Refúgio Ecológico Charles Darwin, fragmento de 60 ha de Mata Atlântica, no município de Igarassu, Pernambuco. Objetivando obter informações acerca das espécies desse bioma, foram realizadas observações entre agosto de 1996 e julho de 1997 e capturas mensais utilizando redes de neblina, de julho de 2003 a junho de 2004. Entre observações, capturas, recapturas e recuperações, foram registradas 151 espécies (31 famílias) para a área, onde 456 aves de 53 espécies e 25 famílias foram capturadas com redes ornitológicas. Foram recuperadas 10 espécies (tempo de anilha de seis a oito anos). O número de capturas foi maior nos meses mais quentes. A maioria das espécies capturadas (52,8%) teve freqüência de ocorrência menor que 25%, sendo Manacus manacus (Linnaeus, 1766), Arremon taciturnus (Hermann, 1783), Neopelma pallescens (Lafresnaye, 1853) e Turdus leucomelas Vieillot 1818 as mais freqüentes. Houve correlação significativa entre médias de massa corpórea e comprimento da asa e tarso e diâmetro do tarso relacionado ao sexo do indivíduo, e de mudas com estação do ano. O maior período com muda associada à placa de incubação foi de março a maio (pico em maio). Os achados fortalecem a imprevisibilidade dos efeitos das alterações ambientais na estrutura da comunidade de aves em longo prazo. Mantém-se afirmativo que os desequilíbrios populacionais possam vir a aumentar as chances de extinção, sendo necessárias novas alternativas para a proteção da biodiversidade, sobretudo em fragmentos florestais. PALAVRAS CHAVE. Avifauna, ecologia, fragmentação