Necrobiopolítica de gênero no Brasil contemporâneo: o feminicídio em tempos de fascismo social

A partir do aumento dos casos de feminicídio no Brasil contemporâneo, configurando-se um cenário de produção de morte de mulheres no âmbito familiar/doméstico, o presente estudo tem como objetivo geral analisar a possibilidade de estabelecimento de uma relação entre “necropoder” e “biopoder”. O prob...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autores: Wermuth, Maiquel Ângelo Dezordi, Nielsson, Joice Graciele
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2020
País:Brasil
Institución:Centro de Ensino de Brasília (UNICEUB)
Repositorio:Revista Brasileira de Políticas Públicas (Online)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:oai.uniceub.emnuvens.com.br:article/6544
Acceso en línea:https://www.publicacoesacademicas.uniceub.br/RBPP/article/view/6544
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Violência de gênero; Feminicídio; Biopolítica; Necropolítica; Patriarcalismo.
Descripción
Sumario:A partir do aumento dos casos de feminicídio no Brasil contemporâneo, configurando-se um cenário de produção de morte de mulheres no âmbito familiar/doméstico, o presente estudo tem como objetivo geral analisar a possibilidade de estabelecimento de uma relação entre “necropoder” e “biopoder”. O problema de pesquisa pode ser assim sintetizado: em que medida a necrobiopolítica tem atingido corpos femininos, utilizando “estereótipos de gênero” para produzir o controle e a gestão da vida e, paralelamente, a intensificação da necropolítica pela produção da morte sistemática como forma de exercício último de soberania e poder em um contexto marcado pelo biopatriarcalismo? O texto encontra-se dividido em duas seções: a primeira ocupa-se do estabelecimento de conceitos-chave e da construção da relação entre biopatriarcalismo e necrobiopolítica — concebidos como chaves teóricas para a compreensão da produção de violência contra os corpos femininos na contemporaneidade; a segunda seção ocupa-se em analisar como o feminicídio, no contexto brasileiro, pode ser compreendido enquanto expressão máxima do biopatriarcalismo e da necrobiopolítica de gênero. O método de pesquisa empregado na investigação é o fenomenológico-hermenêutico.