Educação de surdos : narrativas visuais – reinvenção de si

Neste texto, apresentamos uma experiência de leitura de fotografias realizada por um grupo de professores surdos e ouvintes que atuam na Educação de Surdos. Abordamos as narrativas de suas histórias de vida, exploradas a partir de fotografias dos acervos pessoais dos professores. Para sensibilizar o...

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Detalles Bibliográficos
Autores: Thoma, Adriana da Silva, Bandeira, Larisa da Veiga Vieira, Costa, Luciano Bedin da
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2015
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Repositório Institucional da UFRGS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/131118
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/10183/131118
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Surdo
Deficiente da audição
Narrativa
Memória
Memories and narratives
Teaching experiences
Deaf education
Descripción
Sumario:Neste texto, apresentamos uma experiência de leitura de fotografias realizada por um grupo de professores surdos e ouvintes que atuam na Educação de Surdos. Abordamos as narrativas de suas histórias de vida, exploradas a partir de fotografias dos acervos pessoais dos professores. Para sensibilizar o olhar dos participantes na atividade em que a experiência foi desenvolvida, trabalhamos com a noção de “punctum”, proposta pelo semiólogo francês Roland Barthes no livro A Câmara Clara (1984). De acordo com Barthes, o punctum de uma foto seria uma espécie de acaso que nela punge e fere o olhar. Cada participante foi instigado a olhar e pensar as fotografias dos colegas a partir dessa perspectiva, distante da necessidade de um finalismo ou realismo histórico, mais propensos aos acasos que a própria fotografia instigava. O objetivo de tal metodologia foi provocar novas maneiras de olhar para a história pessoal de cada um e de reconhecer no outro elementos singulares que pudessem deslocar o olhar comum autobiográfico. A leitura de fotografias, a partir dos punctuns, produziu um estranhamento na forma de olhar para a história pessoal de cada um, deslocando o olhar para outros aspectos de suas vidas, para além daqueles que se referem à docência ou à surdez. Esse deslocamento trata-se de uma mudança de olhar que, conforme assinala Nietzsche (1995), produz uma nova perspectiva de vida. E é sobre essa gama de vidas possíveis que este texto se debruça e se propõe a pensar.