Clíticos e negação em português: elementos para uma descrição gramatical
No presente artigo, discorremos sobre a negação sentencial e sua relação com os clíticos pronominais em língua portuguesa. Para tanto, revisitamos algumas questões sobre a sintaxe histórica do português com o intuito de mostrar que, nessa língua, o operador de negação – não – possui natureza diversa...
| Autores: | , |
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| Tipo de recurso: | artículo |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2014 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Filologia e Linguística Portuguesa |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:revistas.usp.br:article/88406 |
| Acceso en línea: | https://revistas.usp.br/flp/article/view/88406 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Clíticos. Negação. Língua portuguesa. Gramática gerativa. Clitics Negation Portuguese Generative grammar |
| Sumario: | No presente artigo, discorremos sobre a negação sentencial e sua relação com os clíticos pronominais em língua portuguesa. Para tanto, revisitamos algumas questões sobre a sintaxe histórica do português com o intuito de mostrar que, nessa língua, o operador de negação – não – possui natureza diversa dos outros advérbios, mesmo dos negativos, pois, diferentemente dos demais itens adverbiais, nada, a não ser um pronome clítico, aparece interrompendo a adjacência entre o operador de negação – não – e o verbo . Tal característica do operador de negação sentencial, em português, é bastante antiga, remonta ao português antigo e perdura nas variantes atuais do português na Europa e na América. Entre outros fatos, a capacidade de licenciar elipse na oração coordenada e a relação da negação sentencial com os clíticos pronominais e com indefinidos negativos compõem alguns dos argumentos para defender uma hipótese em favor da estrutura em que um núcleo funcional com conteúdos polares (negaçãoe afirmação) domina as categorias flexionais do verbo. Para explicar as diferenças sintáticas percebidas na relação entre a negação e o clítico no tempo e no espaço da língua, argumentamos que estas estão relacionadas à natureza da posição pré-verbal e às diferentes possibilidades de alçamento do pronome clítico na história do português. Seguindo a argumentação, consideramos que as diferenças entre Português Europeu (PE) e Português Brasileiro (PB) atuais podem estar associadas a um pronome clítico ao verbo lexical, em PB, e não a um núcleo funcional da flexão verbal, como parece ser o caso em PE. |
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