Lugares do passado e escolhas do presente: arqueologia com os Zo’é

Alguns dos grandes debates da arqueologia amazônica passam pela densidade populacional no passado pré-colonial; as diferenças entre as ocupações da várzea e da chamada terra firme; e, finalmente, os impactos que as ocupações tiveram para a composição da Amazônia como conhecemos hoje. Este texto par...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: de Paula Moraes, Claide
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2023
País:Brasil
Institución:Universidade de Brasília (UnB)
Repositorio:Revista Brasileira de Linguística Antropológica (Online)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs.pkp.sfu.ca:article/51957
Acceso en línea:https://periodicos.unb.br/index.php/ling/article/view/51957
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Zo’é
ocupação indígena
interflúvio
ação ameríndia
continuidade
redes de relações
Descripción
Sumario:Alguns dos grandes debates da arqueologia amazônica passam pela densidade populacional no passado pré-colonial; as diferenças entre as ocupações da várzea e da chamada terra firme; e, finalmente, os impactos que as ocupações tiveram para a composição da Amazônia como conhecemos hoje. Este texto parte do pressuposto de que a Amazônia é um legado do manejo milenar das populações nativas. A oportunidade de fazer arqueologia com os Zo’é e na Terra Indígena Zo’é, uma porção de interflúvio da margem norte do rio Amazonas entre os rios Erepecuru e Cuminapanema, uma das cada vez mais escassas porções de floresta preservada da Amazônia, nos permite acrescentar dados para este debate em uma região praticamente desconhecida do ponto de vista da arqueologia. Com um mapeamento inicial de sítios identificados em expedições guiadas pelos Zo’é e uma classificação inicial que também leva em conta as observações dos Zo’é, afirmaremos que esta porção do interflúvio vem sendo intensamente manejada ao longo dos últimos milênios. E o mais importante, os resultados iniciais mostram que a arqueologia com povos indígenas é uma estratégia interessante para o debate e também para dar destaque à importância das populações nativas para manutenção da Amazônia.