Dina Di e a Mente Engatilhada: gênero, classe e as disputas por reconhecimento no rap brasileiro

Esta pesquisa é um estudo sobre a produção e a trajetória de Dina Di, rapper brasileira cuja atuação é marcada por atravessamentos de gênero e classe. A investigação busca compreender como sua atuação tensiona as estruturas patriarcais presentes tanto na sociedade quanto no próprio campo do rap, his...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Silva, Jessica Nara da
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2025
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-21082025-171514
Acceso en línea:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/31/31131/tde-21082025-171514/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Brazilian Music
Dina Di
Feminismo Interseccional
Hip-Hop
Intersectional Feminism
Música Brasileira
rap
rapper
Descripción
Sumario:Esta pesquisa é um estudo sobre a produção e a trajetória de Dina Di, rapper brasileira cuja atuação é marcada por atravessamentos de gênero e classe. A investigação busca compreender como sua atuação tensiona as estruturas patriarcais presentes tanto na sociedade quanto no próprio campo do rap, historicamente atravessado por práticas de silenciamento e exclusão de mulheres. Adota-se uma abordagem qualitativa e interpretativa, fundamentada na análise de letras, videoclipes, entrevistas, registros audiovisuais, materiais jornalísticos e na observação da presença da artista em plataformas digitais. O trabalho busca compreender em que medida as experiências sociais de Dina Di, atravessadas por múltiplas formas de exclusão, impactaram tanto sua produção quanto às estratégias de afirmação e permanência no cenário musical. Dina Di se consolida como um dos principais nomes desse cenário, sendo amplamente reconhecida por seus pares como pioneira no rap nacional. No entanto, sua trajetória permaneceu majoritariamente restrita a circuitos específicos, sem alcançar os mesmos espaços de legitimação cultural e reconhecimento institucional historicamente mais acessíveis a artistas homens dentro do gênero.