A infância na pintura de Velázquez: enfoques iconográficos e históricos em Philippe Ariès e João dos Santos / Childhood in Velázquez painting: iconographic and historical approaches in Philippe Ariès and João dos Santos

Analisar as concepções de infância, por meio das narrativas icnográficas do século XVII, e articular com as teorias constituídas na atualidade são atos desafiantes e, ao mesmo tempo, instigantes, por essas ações tratarem de elementos históricos e estéticos. Este estudo objetiva refletir sobre a infâ...

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Detalles Bibliográficos
Autores: Araújo, Regiane Rodrigues, Pereira, Carlos Alexandre Holanda, Holanda, Patrícia Helena Carvalho
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2020
País:Brasil
Institución:Instituto Superior de Educação Vera Cruz (VeraCruz)
Repositorio:Revista Veras
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs2.ojs.brazilianjournals.com.br:article/7551
Acceso en línea:https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BRJD/article/view/7551
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Infância. Velázquez. Philippe Ariès. João dos Santos.
Descripción
Sumario:Analisar as concepções de infância, por meio das narrativas icnográficas do século XVII, e articular com as teorias constituídas na atualidade são atos desafiantes e, ao mesmo tempo, instigantes, por essas ações tratarem de elementos históricos e estéticos. Este estudo objetiva refletir sobre a infância ou a ausência dela na pintura do período Barroco, a partir dos quadros que retratam as crianças. Para isso, utilizamos elementos puramente visuais, além de traçarmos um paralelo com a concepção de infância na modernidade. O método adotado foi a a/r/tografia, com base nos estudos de Dias (2013, p. 25), ao explicar que “a a/r/tografia é uma forma de representação que privilegia tanto o texto (escrito), quanto a imagem.” Também fizemos uso de Irwin (2013), que comenta ser essa metodologia consolidada por meio das configurações artísticas textuais. Optamos pelo citado método, pelo fato de trabalharmos com a leitura de imagens, o que torna a arte uma das nossas principais fontes de pesquisa. Contamos, ainda, com o estudo bibliográfico baseado nos escritos de Philippe Ariès (2006) e João dos Santos (1991), sendo este considerado o alicerce histórico e sociológico para desenvolvermos a temática. As reflexões finais apontam que a primazia da arte sobre a imaterialidade do tempo revela-se na mística do movimento da vida e na perpetuação dos fatos históricos, sociais e políticos. Os enfoques contemporâneos de Philippe Ariès e João dos Santos sobre a tônica desta investigação significaram reconhecer que tudo tem uma história e um passado, que deve ser articulado com o presente, na perspectiva de um futuro no qual a infância seja um direito e não um privilégio.