Infância : um dos nomes da não razão
Inspirada nas pesquisas arqueológicas e genealógicas do filósofo Michel Foucault, esta tese coloca-se o seguinte problema: quais as condições de possibilidade do aparecimento da infância na Modernidade? E propõe uma forma de abordagem dessa questão: a partir do momento em que ser um sujeito racional...
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2008 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:www.lume.ufrgs.br:10183/14826 |
| Acceso en línea: | http://hdl.handle.net/10183/14826 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Infância Genealogia Foucault, Michel 1926-1984. Childhood Education Rationalism Modernity Genealogy Foucault, Michel |
| Sumario: | Inspirada nas pesquisas arqueológicas e genealógicas do filósofo Michel Foucault, esta tese coloca-se o seguinte problema: quais as condições de possibilidade do aparecimento da infância na Modernidade? E propõe uma forma de abordagem dessa questão: a partir do momento em que ser um sujeito racional – tanto do ponto de vista epistêmico, quanto moral – constitui-se em um imperativo nas culturas ocidentais, a infância surge em uma posição de alteridade à razão. Nessa perspectiva, a escolarização moderna cumpre um papel crucial: ela promove a separação das idades, o confinamento dos pequenos e sua rigorosa moralização. A educação disciplinar configura-se como o instrumento por meio do qual os infantis podem realizar sua virtualidade racional. Na Modernidade, os jogos entre razão e não razão assumem múltiplas modalidades. Nesse sentido, esta tese delineia três modos de subjetivação infantil. A infância comeniana situa-se nos níveis elementares de uma progressão racional, cuja plenitude encontra-se em Deus. A rousseauniana constitui-se como o outro da razão humana e é espontaneamente orientada para a razão. E a freudiana tensiona permanentemente o projeto racionalista moderno. Ademais, tais formas de subjetivação mantêm distintas relações com a educação disciplinar e o ideal de renúncia, que lhe concerne: a infância comeniana elabora-se em suas dobras, a rousseauniana incorpora a resistência infantil a tal técnica de governo e a freudiana propõe uma abordagem clínica de seus efeitos sobre os infantis. Além disso, cada uma dessas modalidades de elaboração de si constitui formas próprias de resistir à infantilização: na comeniana é a indisciplina, na rousseauniana é o desvio psicopedagógico ou a anomalia psiquiátrica e na freudiana é o gozo de sua potência sexuada e mortífera. |
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