Proteômica e funcionalidade das subfrações de lipoproteína de densidade alta (HDL) e aterosclerose subclínica no diabetes mellitus tipo 1
INTRODUÇÃO: A aterosclerose é a principal causa de morbimortalidade em indivíduos com diabetes mellitus tipo 1 (DM1), para a qual concorrem alterações no metabolismo de lípides e lipoproteínas. A redução do colesterol nas lipoproteínas de densidade alta (HDL-c) associa-se ao maior risco cardiovascul...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2021 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-11012022-135720 |
| Acceso en línea: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5135/tde-11012022-135720/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Aterosclerose Atherosclerosis Complicações do diabetes Diabetes complication Diabetes mellitus tipo 1 Diabetes mellitus type 1 HDL-2 HDL-3 HDL-colesterol HDL2 HDL3 High density cholesterol Proteômica Proteomics |
| Sumario: | INTRODUÇÃO: A aterosclerose é a principal causa de morbimortalidade em indivíduos com diabetes mellitus tipo 1 (DM1), para a qual concorrem alterações no metabolismo de lípides e lipoproteínas. A redução do colesterol nas lipoproteínas de densidade alta (HDL-c) associa-se ao maior risco cardiovascular. No entanto, indivíduos com DM1 não necessariamente apresentam redução do HDL-c e, neste aspecto, considera-se que alteração em sua funcionalidade possa conferir maior risco cardiovascular. OBJETIVO: Avaliar a proteômica das subfrações da HDL (HDL2 e HDL3) e sua associação com a funcionalidade desta lipoproteína, variáveis clínico-metabólicas e função vascular, indicativa de aterosclerose subclínica, em portadores de DM1 e controles sem diabetes. MÉTODOS: Foram selecionados 50 indivíduos com DM1 e 30 controles, pareados por idade e sexo. As HDL2 e HDL3 foram isoladas por ultracentrifugação e sua proteômica foi determinada por espectrometria de massas e monitoramento de reações em paralelo (PRM). A capacidade de remoção de colesterol foi determinada pela incubação com macrófagos sobrecarregados com LDL acetilada e 14C-colesterol. A função vascular foi avaliada pela velocidade de onda de pulso (VOP) e vasodilatação mediada por fluxo (VMF), e a neuropatia autonômica cardiovascular (NAC), pelo teste de Ewing e análise espectral. RESULTADOS: Um total de 45 proteínas foi selecionado na proteômica da HDL2 e HDL3; com diferença no conteúdo de 13 proteínas na HDL2 e 33 na HDL3, entre o grupo DM1 e controle. Destas, 10 (seis relacionadas ao metabolismo lipídico, uma proteína de fase aguda inflamatória, uma do sistema do complemento, uma antioxidante e uma sem função muito conhecida) foram mais abundantes na HDL2 e 23 (14 relacionadas ao metabolismo lipídico, três proteínas de fase aguda inflamatória, três antioxidantes, uma transportadora e três sem função muito conhecida), na HDL3 de DM1. Uma proteína do metabolismo lipídico, uma transportadora e outra sem função bem conhecida, foram mais abundantes na HDL2; e uma proteína associada ao metabolismo lipídico, cinco transportadoras, um inibidor de protease e três sem função bem conhecida, foram mais abundantes na HDL3 de controles. Para HDL2, avaliação de razão de chances mostrou que o grupo DM1 teve maior força de associação com sete proteínas (apoB, apoC-II, apoE, APMAP, C3, GPLD1 e PLTP), sendo a maioria delas relacionada ao metabolismo lipídico. Já o grupo controle esteve mais associado com quatro proteínas (A1BG, apoC-III, subunidade beta da hemoglobina e transtirretina), sendo duas proteínas transportadoras. Para a HDL3, análise de razão de chances mostrou que o grupo DM1 teve maior força de associação com 17 proteínas, sendo a maioria relacionada ao metabolismo lipídico. Já o grupo controle, a associação foi com sete proteínas, sendo três proteínas transportadoras. Análise discriminante mostrou que seis proteínas (APMAP, apoC-II, apoC-III, complemento C3, PLTP e subunidade beta da hemoglobina) na HDL2 tiveram capacidade discriminatória entre os grupos DM1 e controle e cinco proteínas (apoA-I, APMAP, LCAT, PCSK9 e subunidade beta da hemoglobina) na HDL3. Os indivíduos com DM1 apresentaram maior VOP e menor VMF, além de maior risco cardiovascular estimado em comparação ao grupo controle. Não houve diferença de efluxo de colesterol do macrófago entre os grupos. Algumas proteínas nas HDL2 e HDL3, especialmente relacionadas ao metabolismo lipídico, correlacionaram-se com a função vascular, principalmente com a VOP, a NAC, o efluxo de 14C colesterol de macrófagos, HDL-c, hipertensão arterial sistêmica, controle glicêmico, risco cardiovascular estimado e uso de estatinas. CONCLUSÃO: A proteômica da HDL pode ser preditiva de alteração na funcionalidade desta lipoproteína e de aterosclerose subclínica no DM1 |
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