A pedagogização das diferenças sexuais: o cinema como dispositivo educativo
Com as transformações políticas, econômicas e sociais ocorridas a partir dos séculos XVII e XVIII, tem se intensificado um poder que se ocupa em gerir a vida e lhe extrair ao máximo suas forças, seja na produção de corpos individuais mais produtivos, seja no controle do corpo-espécie da população. A...
| Autor: | |
|---|---|
| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2011 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-19072011-110706 |
| Acceso en línea: | http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47131/tde-19072011-110706/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Cinema Governamentabilidade Governementelity Inclusão social Sexualidade Sexuality Social inclusion Subjectivity Subjetividade |
| Sumario: | Com as transformações políticas, econômicas e sociais ocorridas a partir dos séculos XVII e XVIII, tem se intensificado um poder que se ocupa em gerir a vida e lhe extrair ao máximo suas forças, seja na produção de corpos individuais mais produtivos, seja no controle do corpo-espécie da população. Assim, ao mesmo tempo em que se torna hegemônico um modo de subjetivação no qual domina uma interioridade dotada de capacidades, desejos, virtualidades a serem descobertos, há uma crescente preocupação com fenômenos e processos da vida, transformados em taxas a serem medidas e previstas. No encontro entre indivíduo e população, a sexualidade, ponto fundamental na gestão da vida. Nesse contexto, o presente estudo teve por objetivo investigar modos de subjetivação acionados pelo cinema no que diz respeito às diferenças sexuais, fornecendo subsídios para a problematização de práticas ditas inclusivas. Em uma perspectiva teórico-metodológico pós-estruturalista que dialoga com a Teoria Crítica, tomou-se o cinema como um dispositivo educativo e governamentalizante, isto é, uma extremidade na qual o poder se exerce, visando o governo de corpos e da população. Inserido na lógica da indústria cultural, o cinema ensina estilos de vida, maneiras de ser e modos de se relacionar, construindo e legitimando identidades sociais, ao mesmo tempo em que desautoriza outras. A partir da análise de filmes indicados e/ou vencedores do Oscar na última década, percebeuse uma significativa mudança nas formas pelas quais personagens não-heterossexuais vêm sendo apresentados, apontando tanto para uma aparente ruptura com imagens pejorativas e estereotipadas, fomentadoras de preconceitos e exclusões, quanto para a incitação de processos subjetivadores nos quais dominam a domesticação das diferenças sexuais e abafamento de seu potencial contestatório e disruptivo |
|---|