Exploring Aspergillus biomass for fast and effective Direct Black 22-dye removal

Os corantes azo são amplamente utilizados na indústria têxtil devido à sua estabilidade e resistência. Essas propriedades também os tornam xenobióticos recalcitrantes, tóxicos, mutagênicos e carcinogênicos, mesmo em baixas concentrações. Considerados poluentes emergentes, há urgência em abordar meca...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autores: Neves, Anna Gabrielly Duarte, Silva, Raphael Luiz Andrade, Cardoso, Kethylen Barbara Barbosa, Brito Júnior, Jairo José Ribeiro Toscano de, Ferreira, Kétura Rhammá Cavalcante, Nascimento, Thiago Pajeú, Brandão-Costa, Romero Marcos Pedrosa, Silva, Márcia Vanusa da, Porto, Ana Lúcia Figueiredo
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Institución:Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES)
Repositorio:Revista Brasileira de Ciências Ambientais (Online)
Idioma:inglés
OAI Identifier:oai:ojs.www.rbciamb.com.br:article/2138
Acceso en línea:https://www.rbciamb.com.br/Publicacoes_RBCIAMB/article/view/2138
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:decolorization; azo dyes; mycoremediation; biosorption; green technologies.
descoloração; corantes azo; micorremediação; biossorção; tecnologias verdes.
Descripción
Sumario:Os corantes azo são amplamente utilizados na indústria têxtil devido à sua estabilidade e resistência. Essas propriedades também os tornam xenobióticos recalcitrantes, tóxicos, mutagênicos e carcinogênicos, mesmo em baixas concentrações. Considerados poluentes emergentes, há urgência em abordar mecanismos capazes de remediar esses contaminantes, com os fungos Aspergillus destacando-se como uma solução eficaz. Quinze linhagens de Aspergillus foram investigadas para a descoloração do corante tetra azo Direct Black 22. A influência de diferentes meios de cultura foi avaliada na obtenção da biomassa dos fungos, das concentrações de corante (50–300 mg/L), das concentrações de biomassa (1–5 g) e da reutilização da biomassa em bateladas contínuas. As linhagens que mais se destacaram foram Aspergillus japonicus URM 5620, Aspergillus niger URM 5741 e A. niger URM 5838. A obtenção da biomassa em meio menos nutritivo favoreceu a descoloração, pela formação de pellets mais organizados. A biomassa viva desses fungos foi 59% mais eficiente que a biomassa morta. A eficiência de descoloração não foi afetada em concentrações mais baixas do corante, mostrando uma diminuição na descoloração somente quando a concentração atingiu 300 mg/L. O aumento da quantidade de biomassa resultou em uma descoloração proporcionalmente maior. Mesmo com apenas 1 g de biomassa, os três fungos foram capazes de remover mais de 90% do corante em menos de 60 minutos, e com 5 g, o corante foi completamente removido em 10 minutos. A biomassa foi reutilizada em três ciclos consecutivos de descoloração e o fungo que suportou melhor os ciclos foi o A. niger URM 5741. Esses resultados mostram o potencial dos fungos do gênero Aspergillus testados nesse estudo como biossorventes sustentáveis e eficientes para a remediação de corantes azo como o Direct Black 22, com potencial para o tratamento de efluentes industriais coloridos.