Sinal Mismatch T2-FLAIR e sua relação com o prognóstico em gliomas difusos

Introdução: Os gliomas difusos de baixo grau (Grau 2 OMS) são tumores originados de tecido glial do sistema nervoso central, de crescimento habitualmente lento, com potencial de progressão para anaplasia (grau 3 OMS). Estes dois grupos são caracterizados como gliomas de menor grau neste trabalho (1)...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Coelho Neto, Carlos Alberto Ferreira
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2020
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-23082020-151747
Acceso en línea:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17158/tde-23082020-151747/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:1p19q codeletion
Codeleção 1p19q
Diffuse gliomas
Gliomas difusos
IDH mutation
Magnetic resonance
Mismatch T2-FLAIR
Mismatch T2/FLAIR
Mutação IDH
Ressonância magnética
Descripción
Sumario:Introdução: Os gliomas difusos de baixo grau (Grau 2 OMS) são tumores originados de tecido glial do sistema nervoso central, de crescimento habitualmente lento, com potencial de progressão para anaplasia (grau 3 OMS). Estes dois grupos são caracterizados como gliomas de menor grau neste trabalho (1). Atualmente, em adição ao estudo histológico habitual, a análise molecular vem se consolidando como principal ferramenta diagnóstica nestes casos, visto que diferentes subtipos tumorais apresentam comportamentos biológicos diferentes, com impacto no tratamento e sobrevida dos pacientes. Há a recente descrição de um marcador de imagem em ressonância magnética, denominado Mismatch T2-FLAIR, que apresenta correlação com um subtipo molecular específico de glioma difuso. Objetivo: Identificar, entre os pacientes com gliomas difusos, a presença do sinal Mismatch T2-FLAIR no exame de ressonância magnética e se existe correlação com o prognóstico nestes casos. Método: foram incluídos e avaliados casos de gliomas difusos do sistema nervoso central (Grau II e III OMS) dos últimos 15 anos. O aspecto de imagem na ressonância magnética foi avaliado, em busca do sinal Mismatch T2-FLAIR. Posteriormente, foram obtidos dados prognósticos de todos os pacientes do estudo, no intuito de comparar a sobrevida global e a sobrevida em relação a progressão de doença dos pacientes portadores ou não do sinal em questão. A sobrevida também foi avaliada em relação a outras variáveis isoladas, com idade, sexo, tipo histológico e grau tumoral. Resultados: não houve diferença estatisticamente significatica na sobrevida, tanto em relação a óbito quanto a progressão de doença, entre os pacientes portadores ou não do sinal Mismatch T2-FLAIR. Na análise das outras variáveis isoladas, houve sobrevida significativamente inferior dos pacientes com tumores grau III em relação aos de grau II (OMS). Conclusão: Como fator isolado de prognóstico, nosso estudo não demonstrou relação do sinal Mismatch T2-FLAIR com o prognóstico nos pacientes portadores deste grupo de tumor.