Os signos da contradição em Vidas Secas

Respaldada por um olhar semiótico direcionado aos estudos de Língua Portuguesa, a presente pesquisa visa a contribuir para o entendimento do romance Vidas Secas como obra literária representativa de um período histórico. A investigação das escolhas lexicais e da organização dos signos no tecido text...

Full description

Bibliographic Details
Author: Felipe, Márcia da Gama Silva
Format: master thesis
Status:Published version
Publication Date:2017
Country:Brasil
Institution:Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Repository:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJ
Language:Portuguese
OAI Identifier:oai:www.bdtd.uerj.br:1/6219
Online Access:http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/6219
Access Level:Open access
Keyword:Verbal iconicity
Contradiction
Ramos, Graciliano, 1892-1953. Vidas secas
Ramos, Graciliano, 1892-1953 Crítica e interpretação
Iconicidade (Linguística)
Semiótica e literatura
Palavra (Lingüística)
Literatura e História
Iconicidade verbal
Contradição
Vidas Secas
CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LETRAS::LINGUA PORTUGUESA
Description
Summary:Respaldada por um olhar semiótico direcionado aos estudos de Língua Portuguesa, a presente pesquisa visa a contribuir para o entendimento do romance Vidas Secas como obra literária representativa de um período histórico. A investigação das escolhas lexicais e da organização dos signos no tecido textual, a fim de que fosse possível perseguir a trilha desenhada na narrativa, possibilitou o delinear de um provável projeto comunicativo do autor. A principal hipótese desta pesquisa é a de que a obra em foco, ainda que não intencionalmente, representa uma contradição vivenciada pelo povo brasileiro no período histórico no qual se insere. Publicada no ano de 1938, na vigência do Estado Novo, Vidas Secas foi considerada como uma obra que retrata com fidelidade o homem sertanejo e o sertão nordestino. A fortuna crítica do romancista atesta seu compromisso político e social e, consequentemente, o reflexo desse posicionamento em suas obras. Sua necessidade de posicionar-se criticamente sobre aquele momento político sem, no entanto, correr o risco de nova reclusão, conduz à ideia de que o criador de Baleia tinha algo mais a dizer. Por isso, Graciliano Ramos usa a palavra, ou a ausência dela, para denunciar as contradições vivenciadas por seus conterrâneos. Logo, acredita-se que a obra em foco representa um projeto comunicativo, que vai além da superfície do texto escrito. Com o objetivo de rastrear as pistas deixadas pelo autor nessa configuração, buscou-se articular a Teoria da Iconicidade Verbal (TIV) e a Gramática Sistêmico-funcional (GSF) na investigação dos signos apreendidos na narrativa. A escolha dessas duas teorias deve-se ao fato de que ambas propõem formas de análise complementares para a interpretação de textos, literários ou não. Desse modo, pretende-se investigar as estratégias desenvolvidas pelo autor para a configuração de Vidas Secas e seu entendimento como obra literária representante de um período histórico.