O único luxo de um santo laico: fotografias pessoais em biografias de Clóvis Beviláqua.

O jurista Clóvis Beviláqua (1859-1944) ocupou posição privilegiada entre os “brasileiros notáveis” do contexto de transição do século XIX para as primeiras décadas do século XX no Brasil, como membro destacado de uma elite política e intelectual, tendo sido professor na Faculdade de Direito de Recif...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Silva, Wilton C. L.
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2013
País:Brasil
Institución:Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS)
Repositorio:Revista Brasileira de História & Ciências Sociais
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs.periodicos.furg.br:article/10513
Acceso en línea:https://periodicos.furg.br/rbhcs/article/view/10513
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Clóvis Beviláqua. Biografia. Fotografia.
Descripción
Sumario:O jurista Clóvis Beviláqua (1859-1944) ocupou posição privilegiada entre os “brasileiros notáveis” do contexto de transição do século XIX para as primeiras décadas do século XX no Brasil, como membro destacado de uma elite política e intelectual, tendo sido professor na Faculdade de Direito de Recife, autor do Código Civil de 1917, consultor do Ministério das Relações Exteriores e jurista de prestígio internacional, além de crítico literário e autor de livros de direito, filosofia e história. Suas biografias enfatizam a amplitude de seus conhecimentos jurídicos, os méritos da codificação civil da qual foi autor e o modo de vida humilde e generoso que lhe valeu a alcunha de “santo laico”. No entanto, o jurista cultivava o hábito de colecionar fotos de si e de sua família, comportamento que um de seus biógrafos caracterizou como sua única vaidade. A partir de quatro biografias de Clóvis Beviláqua, escritas por Lauro Romero (1956), Raimundo Menezes e Ubaldino de Azevedo (1959), Noemia Paes Barreto Brandão (1989) e Silvio Meira (1990), pretendemos discutir como essas imagens são utilizadas para ilustrar a trajetória do jurista e corroborar as distintas matrizes narrativas.