Routine and event – a reading of O estudante de Salamanca

Observar o acontecimento possibilita à semiótica investigar a narrativa como um processo que atinge tanto o sujeito do enunciado como da enunciação do ponto de vista sensível, tornando-se uma ferramenta profícua para reflexões como a que faremos neste artigo, já que nossa intenção é a de...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Garcia, Débora Cristina Ferreira
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2015
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Estudos Semióticos
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:revistas.usp.br:article/111034
Acceso en línea:https://revistas.usp.br/esse/article/view/111034
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:semiótica tensiva
rotina
acontecimento
folhetim
Tensive semiotics
routine
event
feuilleton
Descripción
Sumario:Observar o acontecimento possibilita à semiótica investigar a narrativa como um processo que atinge tanto o sujeito do enunciado como da enunciação do ponto de vista sensível, tornando-se uma ferramenta profícua para reflexões como a que faremos neste artigo, já que nossa intenção é a de verificar como os textos folhetinescos eram produzidos para agirem sobre os leitores do século XIX, mais especificamente, sobre os leitores da seção folhetim do jornal Correio Paulistano. Muitos estudiosos que se dedicaram ao romance-folhetim enumeram diversos procedimentos bastante comuns na produção desse tipo de texto e que apontam para uma certa eficácia do procedimento, dada sua aceitação entre o público para o qual se destinava. Fundamentados nos conceitos desenvolvidos pela semiótica tensiva, mais especificamente acerca do acontecimento e do exercício, faremos uma análise dos primeiros capítulos do folhetim O estudante de Salamanca, publicado no jornal acima referido no ano de 1877, com o intuito de refletirmos sobre a importância da forma de narrar que se apresenta tão ou até mais importante que a história narrada para manter a atenção desses leitores. Veremos que recursos narrativos que produzissem a surpresa e o suspense tinham impacto sobre um dado público leitor a ponto de mantê-lo preso à trama por semanas, meses e até anos a fio. Cabia ao enunciador organizar muito bem esse jogo de revelação e de ocultação de informações para garantir a desejada fidelização dos leitores aos folhetins e, consequentemente, aos periódicos que os publicavam.