Os efeitos da pandemia de COVID-19 no rastreio de Câncer de mama no Brasil: um estudo epidemiológico observacional
Introdução: Em 2020, o câncer de mama foi o segundo tipo oncológico mais incidente no Brasil, bem como a segunda principal causa de mortalidade dentre as neoplasias. Apesar das ações de rastreio oncológico implementadas no país atingirem elevados percentuais de cobertura, com o advento da COVID-19 e...
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| Tipo de recurso: | artículo |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2023 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Instituto Superior de Educação Vera Cruz (VeraCruz) |
| Repositorio: | Revista Veras |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:ojs2.ojs.brazilianjournals.com.br:article/56642 |
| Acceso en línea: | https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BRJD/article/view/56642 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Câncer de mama COVID-19 mamografia pandemia COVID-19 detecção precoce de Câncer |
| Sumario: | Introdução: Em 2020, o câncer de mama foi o segundo tipo oncológico mais incidente no Brasil, bem como a segunda principal causa de mortalidade dentre as neoplasias. Apesar das ações de rastreio oncológico implementadas no país atingirem elevados percentuais de cobertura, com o advento da COVID-19 e as consequentes medidas voltadas ao controle e cuidado dos pacientes atingidos pelo coronavírus, houve redução da assistência geral de saúde fornecida em nível primário para a população brasileira. Assim, questiona-se qual o impacto da pandemia de COVID-19 no rastreio dessa neoplasia. Objetivo: Compreender os efeitos da pandemia de COVID-19 no rastreio do câncer de mama no Brasil. Métodos: Trata-se de um estudo epidemiológico observacional analítico ecológico, que analisou a incidência de casos de COVID-19 e o rastreamento do câncer de mama, considerando o Brasil e suas regiões federativas de 2018 a 2021. Os dados secundários foram obtidos através do Painel de Casos da COVID-19 e do Sistema de Informação do Câncer (SISCAN/DATASUS). Resultados: Observou-se que houve relação significativa entre o aumento de casos de COVID-19 e a redução do rastreamento do câncer de mama em cada região federativa brasileira. Especialmente no ano de 2020, que, nacionalmente, apresentou uma redução de 38,95% de mamografias realizadas para a faixa etária recomendada em relação a 2019, ano anterior à pandemia. Conclusão: É possível constatar que houve um considerável impacto da pandemia nos níveis de rastreio do câncer de mama. Em virtude da diminuição do número de mamografias realizadas e, portanto, dos consequentes aumento do número de diagnósticos tardios e retardo no início do tratamento precoce, é plausível conjecturar que haverá uma elevação na morbimortalidade por câncer de mama nos próximos anos. Assim, recomenda-se a criação e implementação de outras medidas preventivas de saúde para minimizar os danos à população descrita. |
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