Modulação e efeitos da dieta isenta de glúten e caseína em paciente portadores de Transtorno do Espectro Autista (TEA)

O Autismo conhecido também como Transtorno do Espectro Autista (TEA) é caracterizado por inúmeras desordens no desenvolvimento psicomotor. Este transtorno pode afetar a capacidade de comunicação, interação interpessoal e o estado comportamental do indivíduo. Devido a alguns estudos observou-se que a...

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Detalhes bibliográficos
Autores: Soares, Ana Cristina de Oliveira, dos Santos, Maycon Carvalho, Alves, Micael Franco, Cavedo, Francielly Teixeira, Queiroz, Antonio Vitor, Coelho, Mary Zanadreia dos Santos Gambarini, Mattos, Fábio da Silva, Dornelas, Kirlla Cristhine Almeida
Tipo de documento: artigo
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2023
País:Brasil
Recursos:Instituto Superior de Educação Vera Cruz (VeraCruz)
Repositório:Revista Veras
Idioma:português
OAI Identifier:oai:ojs2.ojs.brazilianjournals.com.br:article/59904
Acesso em linha:https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BRJD/article/view/59904
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Transtorno do Espectro Autista
plano alimentar
glúten
caseína
Descrição
Resumo:O Autismo conhecido também como Transtorno do Espectro Autista (TEA) é caracterizado por inúmeras desordens no desenvolvimento psicomotor. Este transtorno pode afetar a capacidade de comunicação, interação interpessoal e o estado comportamental do indivíduo. Devido a alguns estudos observou-se que a isenção de glúten e caseína no plano alimentar do paciente de TEA contribui para melhor qualidade de vida e desenvolvimento. Portanto, o estudo tem por objetivo auxiliar o paciente portador do Transtorno do Espectro Autista através do planejamento alimentar isento de glúten e caseína, a fim de identificar a redução de manifestação do TEA associada a dieta isenta destas proteínas. A pesquisa trata-se de um estudo de caso, longitudinal, intervencionista, com a mostra de conveniência envolvendo 5 pacientes diagnosticados com autismo, atendidos na APAE de Colatina cujo o projeto obteve início no primeiro semestre de 2017 e duração de 3 (três) meses. Foi avaliado aspectos gerais, desenvolvimento cognitivo, comportamento e alterações gastrointestinais (GI). Observou-se alterações nos quesitos comportamento e alterações GI. Em relação a dificuldade em dormir 60% dos pacientes apresentaram melhoras significativas. No item ansiedade 100% da amostra indicaram resultados positivos, e, para movimentos repetitivos 40% manteveram-se estáveis, 40% apresentaram modificação positiva e 20% não demonstraram resultados eficazes ao tratamento. Em relação as alterações gastrointestinais, no item flatulência 60% dos integrantes apresentaram resposta positiva, sendo que 40% manteveram-se estáveis em relação a primeira consulta. Sobre queimação gástrica 80% dos pacientes demonstraram melhoras e 20% não obteveram alterações em seus resultados. Conclui-se que, quando associada a outros tratamentos para a redução dos sintomas do TEA, a alimentação torna-se uma estratégia eficaz para melhor qualidade de vida do paciente.